Por Redação A12 Em Igreja

Clóvis Boufleur aponta ações práticas para o combate a mortalidade infantil

Em entrevista ao A12.com o gestor de relações institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur falou sobre os dados do 'Relatório 2015 - Níveis e Tendências em Mortalidade Infantil' e atentou para a importância das ações práticas para que os dados façam sentido.

"O acesso a serviços públicos, alfabetização das mães, aumento da renda e a participação social estão entre os fatores que mais diminuem a mortalidade de crianças, especialmente entre aquelas que tem entre 1 a 5 anos. Para haver menos mortes de crianças menores de um ano é preciso adicionar a estes fatores qualidade no pré-natal, parto e pós parto, amamentação, combater as doenças infecciosas e chegar até as crianças mais pobres.

Como afirmei em outras oportunidades, ao descrever a situação em números é preciso lembrar sempre que cada criança é única, tem nome, família e necessidades. Os dados deste relatório da OMS só fazem sentido se forem úteis para assumirmos compromissos, promover mudanças. Os números jamais devem esconder o valor da vida de cada criança. A sociedade civil deve estar cada vez mais articulada e atenta às ações governamentais para participar da construção de políticas públicas de qualidade para as crianças. Além disso, exigir o princípio da Constituição de que as políticas voltadas para a criança é prioridade absoluta no Brasil, e que os recursos sejam previstos no orçamento e bem aplicados nestas políticas.

As práticas alimentares inadequadas - falta de aleitamento materno e introdução dos alimentos antes dos 6 meses - estão relacionadas a muitos problemas de saúde, como alergias, desnutrição, excesso de peso, anemia, complicações por carência de vitamina A. A Pastoral da Criança, por meio dos articuladores, vai incentivar o debate deste assunto nos Conselhos Municipais de Saúde e propor ideias, como por exemplo a implantação da Estratégia Amamenta e Alimenta nas Unidades Básicas de Saúde.

Há 31 anos a Pastoral da Criança contribui para que a infância seja destinatária de ação prioritária da Igreja, da família e do Estado. Ela colabora para valorizar a vida e combater a mortalidade infantil, promove ações de desenvolvimento da criança e acompanhamento nutricional para prevenção da obesidade infantil, orienta sobre os cuidados nos primeiros 1000 dias (período da gestação mais os dois primeiros anos de vida) da criança, e agrega as novas tecnologias ao processo de informação e comunicação para dar mais agilidade às ações dos voluntários nas comunidades".

 

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