Por Redação A12 Em Igreja

Clóvis Boufleur fala dos desafios para superar a mortalidade infantil

Em entrevista ao A12.com o gestor de relações institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur falou sobre os dados do 'Relatório 2015 - Níveis e Tendências em Mortalidade Infantil' que  apesar dos avanços mostrou também que dificilmente o mundo alcançará o número proposto pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) até o fim de 2015, com esse apontamento, Clóvis falou dos desafios a ser superado no combate a mortalidade infantil.

"No mundo percentual alcançado em 2015 na diminuição de mortes de menores de 5 anos foi de 53%. Com isso, 48 milhões de crianças foram salvas desde o ano 2000. Até 2015, a meta mundial era diminuir em dois terços o número de mortes, cerca de 67%. No ritmo atual esta meta será alcançada somente em 2026, segundo o relatório da OMS. Caso o mundo tivesse alcançado a meta, desde o ano 2000, 14 milhões de crianças que morreram, poderiam estar vivas. Hoje, morrem no mundo 11 crianças por minuto, a maioria por causas evitáveis. 

O grande desafio continua sendo o período do nascimento. Em torno a 45% das mortes infantis no mundo ocorrem no período neonatal, que compreende os 28 primeiros dias de vida. Prematuridade, pneumonia, complicações durante o trabalho de parto, diarreia, infecções e malária são as principais causas de morte de crianças menores de cinco anos. Cerca de metade são associadas à desnutrição. 

A Pastoral da Criança está presente em 18 países e leva o conhecimento acumulado no Brasil por três décadas. Nos países da África, além de práticas como aleitamento materno e vacinas, as iniciativas estão relacionadas ao uso mais intenso do soro caseiro para combater a morte por desidratação, e orientações para evitar o contágio por malária. Na América Central e Caribe, existem iniciativas relacionadas à segurança alimentar e acompanhamento nutricional, e cuidados na gestação. 

Na maioria dos países os serviços de saúde são precários. Não existem sistemas universais como o Sistema Unico de Saúde (SUS) no Brasil. As gestantes e famílias em muitos destes lugares simplesmente não tem a quem recorrer a não ser aos recursos disponíveis na própria comunidade. Por isso, a mobilização social e oferta de conhecimentos sobre saúde é ainda é uma das maiores fortalezas para prevenir a mortalidade nestes países".

 

 

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