Por Redação A12 Em Igreja

CNBB e Cáritas Brasileira lançarão campanha ‘SOS Mariana’

Dom Leonardo Steiner falou sobre a campanha e os impactos ambientais causados pela tragédia

 

Foto de: Corpo de Bombeiros de MG (fotos públicas)

Tragedia em Mariana MG - Crédito da Foto: Corpo de Bombeiros MG - Fotos Públicas

Barragem de mineradora se rompeu na região de Mariana (MG), no dia 05 de novembro.

 

 

Teve início ontem (16), em Bogotá, na Colômbia, o encontro da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). Entre as questões em debate, estão a Encíclica Laudato Si, mudanças climáticas, identidade territorial, direitos humanos e bem-viver.

Presente no encontro da Repam, o Secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, adiantou à Rádio Vaticano, o lançamento da Campanha SOS Mariana.

“Queremos fazer, juntamente com a Cáritas, um ‘SOS Tragédia Mariana’. Nós como Igreja no Brasil queremos manifestar solidariedade e amor. Queremos ir ao encontro dessas pessoas que sofreram o impacto do rompimento de duas barragens, na região de Mariana, atingindo todo Vale do Rio Doce, em Minas Gerais e também Espírito Santo. Essas famílias perderam pessoas e não tem como reconstruir, pois a lama tudo cobriu e provavelmente, durante muitos anos, a terra não vai produzir aquilo que produzia. É necessário que, nós como Igreja, sejamos generosos e através dessa coleta SOS possamos ir ao encontro desses nossos irmãos e, na medida do possível, aliviar o impacto ambiental”, afirmou o Secretário geral da CNBB.

Dom Leonardo Steiner ainda falou sobre a necessidade de se discutir a questão do Código da Mineração.

“Nós esperamos que no futuro haja um cuidado maior. Estamos discutindo no Congresso Nacional a questão do Código da Mineração e isso vem mostrar que é preciso endurecer a legislação. É preciso proteger mais o meio ambiente e não visar apenas o lucro. A favor do lucro se passa por cima de tudo. Eu creio que essa tragédia veio mostrar o grande impacto que o interesse econômico pode causar na vida de nossos irmãos, na vida das famílias e das comunidades”.

O bispo relacionou a ação humana desmedida com os eventos desastrosos que temos visto e que podem acontecer no futuro.

“A tragédia de Mariana mostra muito nitidamente a ação humana. Apesar de serem mais de quatro mil pessoas que recebem salário da mineradora, nada vai ressarcir esses operários, famílias e o impacto ambiental. A ação humana, o trabalho humano está sendo usado para o lucro e para a degradação do meio ambiente. (...) A ‘Encíclica Laudato Si’ fala dessa ação humana como dominação, consumismo, depredação e propõe o cultivo e o cuidado. Propõe visar mais a pessoa humana e menos o lucro. Uma tragédia dessas nos abre muito mais os olhos para a importância da Encíclica  do Santo Padre”, concluiu.

A CNBB prestou solidariedade ao Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, e às famílias vítimas do rompimento. Em nota, a Presidência da entidade lamentou o fato pedindo a  "rigorosa apuração das responsabilidades" e "mudanças necessárias na legislação quanto à mineração, para que tal situação nunca mais se repita".

 

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