Por Redação A12 Em Igreja

Comitê ampliado da Rede Eclesial Pan-Amazônica se reúne em Bogotá em novembro

Como continuar a acompanhar a missão do Papa Francisco, à luz da Encíclica “Laudato si”, no território Pan-amazônico? Como responder aos clamores, esperanças e horizontes dos povos indígenas? Que respostas a Igreja pode dar a estes irmãos? É o que a REPAM vai analisar, de 16 a 18 de novembro, reunida em Bogotá com os seus parceiros, e até o dia 20, com o Comitê Ampliado.

repam

Repam

A Repam, Rede Eclesial Pan-Amazônica, fundada oficialmente em setembro de 2014, luta em defesa de sua sabedoria ancestral, de seus territórios e pelo seu direito a uma “participação efetiva nas decisões” que dizem respeito a sua vida e seu futuro. Reconhece e valoriza sua espiritualidade na relação com a Criação.

Apresentarão o encontro, no primeiro dia, os Cardeais Rubén Salazar, presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-americano), Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz; Cláudio Hummes, presidente da REPAM e da Comissão Amazônica da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Dom Pedro Barreto Jimeno, delegado do CELAM na REPAM e arcebispo de Huancayo, no Peru, Dom José Luis Azuaje, presidente do Secretariado Latino-americano e do Caribe da Caritas, as Irmãs Mercedes Casas, presidente da Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR) e Irene Lopes, assessora da Comissão para a Amazônia da CNBB.

Desenvolvimento e natureza

Uma das questões centrais do debate promovido pela REPAM será “como construir um modelo de futuro pan-amazônico em harmonia com a natureza”. Que implicações terá a Encíclica Laudato Si, – um chamado para a conversão ecológica da Igreja e da humanidade” – na missão da Rede Eclesial Pan-amazônica?

Os índios terão voz: o líder Armindo Góes Melo falará sobre a “Cosmovisão do povo Yanomami e seu modelo de harmonia com a natureza, seu processo de construir alternativas de futuro, e o acompanhamento da Igreja”. O caso do povo Munduruku contra os impactos das usinas hidrelétricas no Rio Tapajós será detalhado pelo líder Juarez e por Dom Wilmar Santin, bispo carmelita de Itaituba (PA).

Mudanças climáticas

Missão, mudanças climáticas, identidade territorial, direitos humanos e bem-viver: tudo isso, e muito mais, faz parte da pauta do encontro. Grupos de trabalho, palestras e apresentações serão intermeadas, de manhã e à tarde, por eucaristias e orações “em chave amazônica”.

Da Igreja do Brasil estarão também presentes os bispos-presidentes dos regionais CNBB da Amazônia: Dom Mário Antônio da Silva (auxiliar de Manaus, AM), Dom Bernardo Johannes, (prelado de Óbidos, PA), Dom Philip Dickmans (Bispo de Miracema, TO), Dom Belisário da Silva (arcebispo de São Luís, MA) e Dom Neri Tondello (bispo de Juína, MT).

Também estão confirmadas as presenças de Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB e bispo auxiliar de Brasília, e de Dom Roque Paloschi, presidente do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e arcebispo de Porto Velho (RO). Estarão em Bogotá delegados das maiores ordens e congregações religiosas, além de parceiros de ONGs, Caritas e associações presentes na realidade amazônica. Além do Brasil, fazem parte da Pan-Amazônia: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Suriname, Peru e Venezuela.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Redação A12, em Igreja

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.