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Diocese de Umuarama discute criação de "Pastoral Judiciária"

diocese_umuaramaCom a publicação da Carta Apostólica Mitis Iudex Dominus Iesus (Senhor Jesus, manso Juiz), do Papa Francisco, que indica encaminhamentos para a celeridade de processos de nulidade matrimonial, dioceses brasileiras estão refletindo sobre a criação de uma "Pastoral Judiciária". 

A iniciativa surgiu a partir do apelo do Papa para um acompanhamento pastoral das pessoas que vivenciam a realidade do divórcio e duvidam da validade do seu matrimônio ou estão convencidos da nulidade do mesmo. A proposta é que essa nova pastoral acompanhe esses fiéis esclarecendo suas dúvidas, verificando as condições para a nulidade e os auxiliando com a documentação para o processo. 

Na diocese de Umuarama, no Paraná, esse trabalho foi discutido pelos responsáveis das paróquias no último dia 11. Para o padre Dirceu Alves do Nascimento, da Arquidiocese de Maringá, que assessorou o encontro, a Igreja precisa dar atenção e carinho para os fiéis que se encontram nessas situações.

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“O Papa pede para irmos ao encontro deles para acolhê-los, proporcionar a eles uma vida de caminhada de Igreja. Eles não são excomungados, eles não são excluídos, eles são, sim, amados pela Igreja, portanto eles precisam ser reinseridos na vida da catequese, das pastorais, da liturgia”, explica o assessor. “Eles podem não só participar, como atuar, coordenar, mesmo se vivem nova união ou separados, são membros da Igreja”, completa.

Para o bispo Dom João Mamede, a Igreja precisa ir ao encontro dessas pessoas. “Primeiro [separados ou segunda união] estão feridos por causa do fracasso no amor. Depois estão machucados também pela Igreja que às vezes acha que eles ‘não são muito certos’. Então não é só ficar esperando que eles venham. Nós temos que correr atrás. É isso que o Papa quer”, salientou Dom Mamede.

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Implantação – A Pastoral Judiciária será implantada gradativamente na Diocese de Umuarama, contudo o bispo já orientou os párocos quanto à necessidade de desde já começar este trabalho. “Nós imediatamente não temos as estruturas necessárias para deslanchar tudo isso, mas é para este sentido que nós vamos caminhar. Este é o nosso rumo e agora temos de nos ajeitar, preparar pessoas, criar as estruturas, os meios necessários para cada vez mais acolhermos os casais de segunda união e os casais em dificuldades no matrimônio”, instruiu o bispo.

Florianópolis - A criação dessa pastoral também foi discutida durante encontro, em junho passado, na Arquidiocese de Florianópolis. A finalidade da reunião foi apresentar aos membros da Comissão de Vida e Família, movimentos de casais, funcionários da Cúria Metropolitana, do Tribunal Eclesiástico de Florianópolis e das Foranias que compõem a arquidiocese, a proposta desse trabalho. 

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