Por Elisangela Cavalheiro Em Igreja

Diocese organiza questionário para candidatos a prefeito e vereador

Considerar a conduta moral e ética de um candidato é fundamental no processo de escolha do voto. A Igreja orienta que se o candidato já exerce algum cargo político é preciso conhecer sua atuação na apresentação e na votação de matérias para o bem comum e na defesa da vida e, se estiver pleiteando um cargo, procurar conhecer as suas propostas de campanha e do seu partido. 

Para garantir que a escolha de um candidato seja consciente a CNBB lançou recentemente a cartilha "Eleições Municipais 2016: Resgatar a dignidade da política", que contém diversas orientações para os fiéis católicos. 

Caminhando nessa direção, a Diocese de Guarulhos, em São Paulo, por meio da Comissão Diocesana em Defesa da Vida promove pela segunda vez a proposta de um "questionário" para os candidatos da cidade.  Ao todo, Guarulhos possui 11 candidados a prefeito e 1181 a vereador

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As perguntas abordam temas relacionados ao trabalho da Comissão, como aborto, eutanásia, distribuição de preservativos pelo Estado, ideologia de gênero, entre outros, todos relacionados aos valores fundamentais da vida e da família.

Segundo padre Berardo Braz assessor da Comissão Diocesana a campanha segue mais forte nessas eleições e está sendo divulgada também em âmbito regional, com a expectativa de realização da campanha em outras dioceses. 

"Em 2012 já tivemos essa experiência em Guarulhos, uma experiência limitada e pequena e agora estamos retomando com mais fôlego", disse o assessor ao A12.com. 

 

"O questionário trata-se dos valores, como o Papa Bento XVI havia definido, irrenunciáveis e inegociáveis, ou seja, a defesa da vida nascente e a final; a defesa da família, cuja integridade está sendo ameaçada..."

"O questionário trata-se dos valores, como o Papa Bento XVI havia definido, irrenunciáveis e inegociáveis, ou seja, a defesa da vida nascente e a final; a defesa da família, cuja integridade está sendo ameaçada hoje pela difusão da ideologia de gênero principalmente nas escolas e evidentemente é uma proposta específica que os vereadores se propõe a aderir a uma frente municipal em defesa da vida", completou. 

O assessor enfatizou ainda que embora esses não sejam os únicos valores a serem considerados no programa de propostas de um candidato, são essenciais para resguardar a dignidade da vida humana. 

"Não são os únicos valores, mas é claro que como católicos nós não podemos renunciar esses valores", frisou. "Aliás um dos objetivos é educar o nosso eleitorado católico primeiro para conhecer a doutrina da Igreja em vários pontos, por exemplo, existem católicos de acordo com o aborto em caso de estupro e da distribuição de preservativos nas escolas com uma falsa ideia de prevenção. Então é necessário educar o eleitorado católico para que sejamos nós que vamos dizer o que os vereadores ou prefeito tem que fazer. O povo tem que adquirir consciência do seu poder, do poder do voto", assinalou. 

As respostas dos candidatos serão publicadas no site da diocese, juntamente com uma resposta da comissão ao questionário que terá como base a doutrina da Igreja Católica. O eleitor poderá consultar as respostas dos questionários dos candidatos de 24 de setembro a 30 de outubro. 

"Muitas vezes, principalmente nós católicos vamos às urnas assinando pior do que um 'cheque em branco', porque num cheque em branco nós perdemos dinheiro e num voto perde-se muito mais do que dinheiro, perde-se o valor da vida e o valor da família", finalizou o assessor. 

Bispos do Rio de Janeiro apresentam critérios para voto em 2016

Os bispos da Arquidiocese do Rio de Janeiro assinaram uma nota orientando os fiéis sobre as eleições de 2016. Entre os critérios apresentados o da defesa da vida contra o aborto. 

João Paulo II - Enciclica:: Veja o que disse São João Paulo II  na encíclica 'Evangelium Vitae' a respeito da defesa da vida no mundo político

"Fundamentais e imprescindíveis são certamente a dignidade de toda a pessoa humana, o respeito dos seus direitos intangíveis e inalienáveis, e bem assim a assunção do 'bem comum' como fim e critério regulador da vida política". 

"No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, 'nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o próprio voto'".

 

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