Igreja

Dom Luiz Fernando Lisboa faz apelo pelo fim da guerra em Cabo Delgado

Escrito por Redação A12

01 DEZ 2020 - 09H28 (Atualizada em 01 DEZ 2020 - 10H44)

shutterstock moçambique (shutterstock)

Dom Luiz Fernando Lisboa, bispo de Pemba, em Moçambique, fala sobre as tristezas e os desafios deixados pela guerra em Cabo Delgado, que já dura três anos.

"Uma guerra que já dura três anos, que começou com um ataque a uma delegacia, prosseguiu nas aldeias distantes, depois passou para os vilarejos maiores, e por fim chegou às cidades, que se esvaziaram gradualmente”, disse dom Luiz Fernando Lisboa, sobre a guerra. Em entrevista à fundação Ajuda à Igreja que Sofre de Portugal, o bispo fez um apelo pelo fim do conflito, que já causou mais de 2 mil mortos e ao menos 500 mil deslocados.

“Mais de quinhentas mil pessoas deslocadas que precisam de tudo! Alimento, roupas, remédios, panelas, atenção, um lugar para viver, tudo”, afirma dom Lisboa, “É uma guerra que trouxe muito sofrimento para todos nós”. Os grupos terroristas responsáveis pelos ataques afirmam pertencer a Daesh, também conhecido como Estado Islâmico.

Leia MaisPapa quer paz, preservação da natureza e fim das armas em Moçambique O bispo diz ainda que o povo moçambicano deseja paz e que “Moçambique já enfrentou duas guerras e, aqui em Cabo Delgado, estamos enfrentando a terceira”. Dom Lisboa concedeu a entrevista após ataque à segunda missão mais importante e antiga da diocese, a missão de Nangologo, no último fim de semana. Segundo ele, a igreja, a rádio da comunidade, a casa dos sacerdotes e das religiosas e o ambulatório foram destruídos no ataque, e as pessoas precisaram fugir através da floresta, para se refugiarem em outras cidades e na capital Pemba. “Ajudamos muitas pessoas, enviando dinheiro para que pudessem fugir para lugares mais seguros”.

Dom Luiz Fernando Lisboa ainda destaca que esta não é uma guerra contra os cristãos. “Os cristãos não são o alvo principal dos terroristas. Muitas igrejas importantes foram queimadas, mas o mesmo destino foi reservado para as mesquitas. Além de catequistas e líderes comunitários, também foram mortos um líder muçulmano e outros líderes.” O bispo afirma que nunca houve problema com os demais líderes religiosos de Cabo Delgado, e que os próprios muçulmanos não participam dos conflitos, pois não se trata de uma guerra de religião.

“O que nós religiosos pedimos é a paz. É muito pedir a paz? Este é o trabalho da Igreja”, o bispo enfatiza, lembrando que não há vencedores na guerra, mesmo os que, teoricamente, se consideram vitoriosos acreditando obter lucros.

Por fim, o bispo agradece aos benfeitores de AIS por ajudarem Moçambique desde antes dos ataques terroristas começarem.


Fonte: Vatican News

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