Com o intuito de despertar o espírito comunitário e cristão, de forma a educar o povo de Deus para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, renovando assim a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização e na promoção humana, a Campanha da Fraternidade tornou- se uma expressão de comunhão, conversão e partilha.
Celebrada durante a caminhada quaresmal como uma maneira de restaurar, viver e fortificar a espiritualidade de um tempo que convida a todos à reflexão, a cada cinco anos, a CF é ecumênica e organizada pelo Conselho nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), o principal órgão ecumênico brasileiro, com apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A intenção do movimento ecumênico é promover o diálogo e a aproximação entre diferentes doutrinas, buscando o bem-estar social, além de apresentar sensibilidade coletiva.
Desse modo, a Campanha da Fraternidade Ecumênica é realizada pela Igreja Católica em conjunto com outras igrejas cristãs e aberta para todas as religiões que se identificarem com o tema e queiram participar.
História
A primeira CF ecumênica aconteceu em 2000. O tema tratou a “Dignidade Humana e Paz”, com o lema: “Novo Milênio sem Exclusões”.
Em 2005, a “Solidariedade e a Paz” foram a base da reflexão da Campanha da Fraternidade Ecumênica, que teve como lema: “Felizes os que promovem a paz”.
“Economia e Vida” foi o tema de 2010, e o lema foi “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6,24)”.
Já em 2016, o tema foi “Casa comum, nossa responsabilidade”, com o lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24).
A última aconteceu em 2021, com o tema: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”. Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14).
Com início na Quarta-feira de Cinzas, a Campanha da Fraternidade termina solenemente no Domingo de Ramos. No entanto, o tema segue durante todo o período do ano litúrgico.
Fonte: A12
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