Por Redação A12 Em Igreja Atualizada em 20 SET 2019 - 09H18

Envelhecimento populacional e o mal de Alzheimer

Padre Léo Pessini, religioso camiliano falecido em 24 de julho de 2019, era um nome altamente conhecido e respeitado na medicina, na bioética e tinha diversas lições a nos ensinar sobre várias vertentes da saúde.

Sobre o mal de Alzheimer, uma vez escreveu que não é mais novidade para ninguém que a população mundial está envelhecendo rapidamente, mas que progressos importantes no âmbito dos cuidados da saúde e medicina, ocorridos no século passado, contribuíram significativamente para que hoje as pessoas vivam mais e também para que tenham mais qualidade de vida e saúde neste tempo.

Mas surgiram também novos desafios no que se refere a cuidados com a saúde, com as chamadas doenças crônico-degenerativas neste cenário. Estima-se que, para o ano 2050, a população mundial com idade acima de 60 anos será de 2 bilhões de pessoas. 

Kiselev Andrey Valerevich/ Shutterstock
Kiselev Andrey Valerevich/ Shutterstock


Este
crescimento da população idosa no mundo tem elevado significativamente o número de casos de mal de Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que atinge principalmente as pessoas com idade entre 60-90 anos.

Leia MaisTudo o que você precisa saber sobre o alzheimerNova opção para tratamento de Alzheimer chega ao SUSPilates é eficaz na atenuação da doença de AlzheimerEm seus artigos, Padre Léo Pessini explicava que a doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, e praticamente corresponde de 60-70% de todos os casos.

Demência é uma síndrome que devido à doença do cérebro - normalmente de natureza crônica e degenerativa – provoca múltiplos distúrbios das funções corticais superiores, incluindo memória, pensamento, orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizado, linguagem e julgamento.

A consciência não é alterada. O comprometimento das funções cognitivas normalmente é acompanhado e, ocasionalmente, precedido por alterações no comportamento emocional e social, capacidade de controle e motivação. 

Quem foi Alzheimer? Como explicar cientificamente a doença?


O nome desta doença refere-se ao médico alemão Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou o caso da sua paciente Auguste Deter, que aos 51 anos desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem, tornando-se incapaz de cuidar-se. Após seu falecimento, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença. Não sabemos por que a doença ocorre, mas sabemos das lesões cerebrais características.

As duas principais alterações que se apresentam são:

Placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amilóide e os emaranhados neurofibrilares, causados pela hiperfosforilação da proteína Tau;

Alteração e redução do número das células nervosas, ou neurônios e das ligações entre elas (sinapses);

Diminuição progressiva do tamanho do cérebro. 

Pressmaster/ Shutterstock
Pressmaster/ Shutterstock


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam no mundo cerca de
35,6 milhões de portadores do Alzheimer. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) cerca de 1,2 milhão de pessoas foram diagnosticadas com a doença. Previsões da OMS indicam que, nos próximos 40 anos, teremos 115 milhões de pessoas portadoras da doença de Alzheimer.

A idade é o principal fator para o mal de Alzheimer. Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos. Os familiares de pacientes com Alzheimer têm maior possibilidade de desenvolver a mesma doença no futuro, mas isso não quer dizer que a doença seja hereditária. Se o pai ou mãe forem afetados, a probabilidade de os filhos também serem afetados é 15% a 30% maior do que nos pacientes sem histórico familiar.  

O mal de Alzheimer é uma doença devastadora, que furta pouco a pouco a independência e, posteriormente, a vida. O Alzheimer é uma doença compromete funções intelectuais, alterando o comportamento e a personalidade, além de interferir negativamente nas atividades profissionais e sociais.   

1 Comentário

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Anterior
Próximo
Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Redação A12, em Igreja

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.