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Falta de fiéis faz única igreja católica na Antártida fechar suas portas

Depois de 57 anos, o único templo católico presente na Antártida, associado ao programa da "National Science Foundation" (NSF), fecha suas portas. O motivo, a falta de fiéis. O padre estadunidense Dan Doyle, que atuava na base científica McMurdo Station desde 1984, deixará sua pequena igreja-paróquia e retornará aos Estados Unidos. A base de McMurdo Station é a maior da Antártida.

Igreja na Antártida

Nos períodos de máxima atividade, a base chegou a ter quase 2 mil habitantes. Nos últimos anos, no entanto, não passou de 200 pessoas. "Existe uma gradual diminuição da religiosidade, além de uma diminuição no número de pessoas que trabalham na McMurdo Station, atingida por cortes estatais”, relatou padre Dan Doyle. 

Para padre Doyle, foi uma grande experiência exercer seu ministério sacerdotal "no final do mundo”, considerando ter dado uma contribuição importante, não somente às necessidades espirituais e religiosas de muitas pessoas, mas de todo tipo, como cultura e formação e ainda de ter contribuído para criar entre os habitantes um clima de afeto, solidariedade e partilha. “Quando existiam quase 2 mil homens e mulheres nas Estações de McMurdo e Amungsen-Scott eu estava sempre muito ocupado, mas era divertido. Nós costumávamos voar para o Pólo Sul por um ou dois dias, saindo das estações e conseguíamos ver somente geleiras”, lembra. 

Igreja na Antártida 3Padre Doyle informou que há tempos vinha trabalhando com a NSF sobre a transição que colocaria fim a uma relação de 57 anos entre a Diocese e o Programa. “Antes da era digital, as pessoas se sentiam muito isoladas e solitárias, estavam sempre sob pressão, o que exigia muitos aconselhamentos e apoio”. 

A pequena igreja, chamada de “Chapel of the snow” (Capela de neve), servia também como local de culto multiconfessional. O padre católico, enviado e mantido, pela Diocese de Christchurch, na Nova Zelândia, tinha como companheiro no atendimento religioso aos habitantes dessa região, um pastor protestante indicado pela capelania aeronáutica militar estadunidense. Com a partida do padre Doyle, continuará na base somente o fornecimento de serviços religiosos interconfessionais e apoio à população, através da capelania militar. 

A Estação McMurdo, na zona meridional da Ilha de Ross, é uma base estadunidense permanente e leva o nome do Tenente Archibald McMurdo da “HMS Terror”, que em 1841, durante uma expedição sob o comando do explorador britânico James Ross, cartografou a região pela primeira vez. A base foi aberta em 16 de fevereiro de 1956 com o nome de “Naval Air Facility Mc Murdo”, logo tornando-se um importante centro científico e logístico das atividades estadunidenses na Antártida. 

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