Por Redação A12 Em Igreja Atualizada em 21 MAR 2019 - 11H24

Fundação AIS envia ajuda de emergência para atingidos pelo ciclone Idai

Fundação AIS
Fundação AIS

A Fundação 'Ajuda à Igreja que Sofre' (AIS) enviou nesta quinta-feira (21), a primeira ajuda de emergência à Arquidiocese de Beira, em Moçambique. O auxílio ocorreu menos de 24h depois da arquidiocese oficializar o pedido de ajuda à AIS, para minimizar o drama vivido pela população de Sofala – atingida pela passagem do ciclone Idai por Moçambique.

A Arquidiocese de Beira, em Moçambique, mostrou a sua enorme preocupação perante a dimensão dos estragos causados pelo ciclone. Em comunicado à Fundação AIS, a arquidiocese relatou os rastros deixados pelo fenômeno natural: “Além de ceifar dezenas de vidas humanas e fazer muitos feridos, desalojou muitas famílias e provocou muitos danos nas estruturas paroquiais, casas religiosas e casas de formação”.

A Fundação AIS, com sede em Königstein, na Alemanha, decidiu pelo envio de uma primeira ajuda de emergência no valor de 30 mil euros.

De acordo com o Arcebispo de Beira, Dom Cláudi Dalla Zuanna, a verba já está sendo aplicada na presença eclesial junto das comunidades, na aquisição e distribuição de lonas plásticas, material básico de uma habitação (baldes, copos, pratos, etc.), e na logística para a deslocação de membros da Igreja — sacerdotes, religiosos ou leigos.

A passagem do ciclone Idai por Moçambique, Malawi e Zimbabué, deixou um rasto de destruição e causou centenas de mortos – as autoridades de Maputo avançam com a possibilidade de haver mais de mil vítimas – tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas nestes três países africanos. Com ventos fortes e chuvas intensas, o Idai atingiu a região da Beira, no centro de Moçambique, na quinta-feira (14), à noite, cortando as principais linhas de comunicação e as fontes de energia da cidade, uma das quatro mais importantes de Moçambique, com cerca de 500 mil habitantes.

Dom Francisco Lerma, bispo de Gurué, afirmou em carta aberta, que o desastre natural é de consequências inimagináveis, que a cidade da Beira está destruída em 80 a 90 por cento, e se encontra há três dias sem energia eléctrica, água, sem casas, sem comida, sem hospital, sem comunicações. O governo moçambicano decretou, entretanto, três dias de luto nacional e o estado de emergência.

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