Por Redação A12 Em Igreja

Gestor de relações institucionais da Pastoral da Criança fala do relatório sobre a mortalidade infantil

Em entrevista ao A12.com o gestor de relações institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur falou sobre os dados do 'Relatório 2015 - Níveis e Tendências em Mortalidade Infantil' e como a Pastoral da Criança vê esses dados.

"Em primeiro lugar é preciso esclarecer que mortalidade infantil é um termo usado para medir a taxa de mortes de menores de um ano por mil nascidos vivos. No relatório da OMS a taxa utilizada é de mortes de menores de 5 anos, o que envolve também as mortes no primeiro ano de vida. Esta taxa é conhecida com Mortalidade na Infância.

Graças às ações descentralizadas de saúde realizadas pelo SUS e a participação de entidades como a Pastoral da Criança, evoluímos no combate à Mortalidade Infantil e na Infância. Conforme os dados recentes da OMS o Brasil reduziu em 73% na média geral a mortalidade de menores de 5 anos. Eram 61 mortes de menores de 5 anos em 1990. Em 2015 este número é de 16 mortes. Isso significa que o número de 219 mil mortes anuais no Brasil a 20 anos atrás, passou a ser 52 mil mortes anuais de menores de 5 anos.

Devemos lembrar que a grande maioria destas mortes pode ser prevenida. Além disso, esta média pode esconder os locais onde estão as nossas desigualdades. No Brasil, segundo este relatório da OMS, 32 cidades tem uma taxa acima de 80 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas. Segundo uma outra fonte, o Atlas de Desenvolvimento Humano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), as maiores taxas de mortes de menores de 5 anos se concentra nos nas cidades dos estados de Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Bahia. Nestas cidades as causas da mortalidade nos primeiros 5 anos de vida estão relacionadas com baixa renda familiar, a falta de saneamento (água, esgoto, coleta de lixo), a baixa escolaridade e falta de acesso a serviços de saúde. Para avançarmos é preciso aumentar a renda das famílias, mas isso não é suficiente. Os demais fatores continuaram a manter as crianças em estado de pobreza.

Este relatório pode ser uma referência para planejar os próximos passos, e especial para combater a mortalidade infantil e materna. Neste ano os países do mundo se unem às 17 metas de desenvolvimento sustentável, até 2030, que vão na direção parecida com as metas do milênio, previstas até 2015. A primeira das 17 metas é erradicar a pobreza".

 

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