Atualmente, temos observado um aumento considerável no número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse fenômeno apresenta um grande desafio: incluir crianças, jovens e adultos nesse contexto.
Segundo a pedagoga e neuropsicopedagoga Jaqueline Supriano de Souza Alves, em artigo publicado no Vatican News, é essencial que, ao abrirmos as portas da Igreja, também possamos abrir nossa percepção e sensibilidade para reconhecer as famílias que, por conta de seus filhos com deficiência, acabam se afastando da vida comunitária.
Para ela, “o maior desafio está em abrir a mente e o coração para aceitar essa realidade, reconhecendo que, muitas vezes, somos nós mesmos as barreiras que impedem as pessoas de frequentarem a Igreja”.
Como lembra o Evangelho de Mateus (19,14): “não as impeçais”. Se antes eram os discípulos que impediam as pessoas de se aproximarem de Jesus, hoje, observou Jaqueline, muitas vezes somos nós os discípulos.
Outro ponto crucial, segundo a especialista, é a acessibilidade, que não se limita apenas a rampas ou banheiros adaptados, mas envolve também ajustes e adaptações que permitam a participação de todos, e não apenas da maioria.
“Uma Igreja que acolhe, inclui e respeita é a Igreja de Jesus, que se preocupa com a pessoa como um todo, e não com a deficiência”, reforçou Jaqueline.
Ela destacou ainda que pessoas com deficiência têm o direito de acessar as estruturas da Igreja, tanto físicas quanto espirituais, para reencontrarem sua essência, que é ensinada por Jesus.
Jaqueline afirmou que o tema é de grande relevância para a sociedade e deve ser levado aos líderes religiosos e, principalmente, ao coração de todos os membros da comunidade, para que aqueles que estão fora possam ser incluídos.
“Uma igreja inclusiva é, de fato, uma igreja de portas abertas”, disse.
Hoje, muitas famílias deixam de levar seus filhos à igreja. Por isso, ela ressalta a importância de pensar nessas famílias e oferecer um acolhimento genuíno, capaz de quebrar as barreiras que impedem a frequência e a vivência comunitária.
“Portanto, ninguém deve ser excluído do acesso ao sagrado, expresso na vivência religiosa, por conta de sua deficiência. Devemos abrir nossos olhos e ouvidos para perceber, ao nosso redor, o quanto podemos ser agentes de inclusão em nossas igrejas, atentos e cuidadosos com todos aqueles que estão próximos de nós!”, conclui.
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Fonte: Vatican News
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