
Zenilda Maria de Araújo, mais conhecida como Zenilda Xukuru do Ororubá, veio ao Sínodo da Pan – Amazônia para falar sobre a luta por direitos fundamentais da nação Xukuru.
A líder indígena representa os povos Xukuru da cidade de Pesqueira, na região do Agreste de Pernambuco. Ela afirmou que suas terras estão demarcadas, mas ainda sentem insegurança com relação aos seus direitos.
“A proteção das terras indígenas sinaliza proteção coletiva de todos, não somente dos povos”, afirmou.
Zenilda Xukuru acrescentou que para a sobrevivência dos povos é necessário garantir a qualidade de vida de todos, pureza dos rios, defesa da floresta e dos animais.

Usando uma barretina na cabeça, feita de palha de coco, que simboliza o manto da natureza, Zenilda acrescentou que reza sua voz seja ouvida e sua luta alcançada.
Leia MaisPovos indígenas: “Quando defendemos a terra, é para salvar a humanidade”“Rezo também a Nossa Senhora Aparecida, na qual tenho muita fé. A luz da minha fé nunca se apagou, por isso travei essa luta pela terra do meu povo. O que me dá sustentação é a minha fé”, falou emocionada ao recordar o marido, cacique assassinado justamente pela sua atuação política.
Zenilda é viúva do cacique Xikão Xukuru, que conseguiu mobilizar diversas forças em torno da luta pelo território de seu povo, de 1986 até 1998, quando foi assassinado.
“Queremos continuar a viver nas nossas terras com nossos costumes, tradições e repassar nossa sabedoria para nossas crianças”, finalizou.
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