Por Redação A12 Em Igreja

Líderes das Igrejas de Jerusalém conclamam fiéis à esperança em mensagem de Páscoa

Patriarcas e Chefes das Igrejas de Jerusalém manifestaram em mensagem de Páscoa divulgada na última quinta-feira, 2, o desejo de que os fiéis permaneçam unânimes na esperança de que um “reino de paz, de amor e de justiça de Deus prevalecerá”.

“Face a tudo o que ameaça a vida humana, denegrindo-a e desvalorizando-a, a esperança brota da Ressurreição e vem buscar as suas raízes, aqui em Jerusalém”, destacam os líderes na mensagem.

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Diante de uma realidade que ameaça, denigre e desvaloriza a vida humana “a esperança brota da Ressurreição e vem buscar as suas raízes, aqui em Jerusalém”, exortam os líderes. 

“A mensagem da Páscoa forja a própria identidade da Cidade Santa desde há numerosos séculos. É aqui que está o Túmulo Vazio, o local da soberania de Deus sobre a morte e o poder das trevas que se manifestou na Ressurreição de Jesus. Por esta realidade, o local da Ressurreição não é somente um local de curiosidade arqueológica, mas constitui o coração vivo da fé cristã. Foi aí que a graça de Deus se manifestou inúmeras vezes ao longo dos séculos e, por esta razão, este lugar merece o maior respeito”, enfatizam os líderes.

Os Patriarcas e Chefes assinalaram ainda a preocupação com a força da violência “perpetrada enganosamente em nome da religião” nos últimos meses, no Oriente Médio e em todo o mundo, especialmente aos membros das mais antigas comunidades cristãs localizadas no Egito, no Iraque e na Síria. “São os que mais diretamente foram atingidos juntamente com outras minorias”, sublinham.

Por fim, os líderes suplicam a estas populações que “não se deixem cair em desespero” e acreditem que “a existência da cidade de Jerusalém é, por si só, um sinal paradoxal de esperança que o reino de paz, de amor e de justiça de Deus prevalecerá”. Diante dos “sinais de trevas” que “tornam estes tempos muito difíceis de viver” os Patriarcas e Chefes indicam que “o período mais sombrio da noite é muitas vezes antes da aurora”.

“A feliz proclamação da Páscoa, na madrugada de Domingo, assegura-nos que a última palavra não será da violência e da desumanização, mas do amor, da justiça, da esperança de Deus cujo fio se desenrola ao longo da história e que, no fim, se cumprirá no advento da plenitude do Reino dos Céus”, finalizam os líderes.

Os Patriarcas e os chefes das Igrejas de Jerusalém:

+ Patriarca Théophilo III, Patriarca greco-ortodoxo
+ Patriarca Fouad Twal, Patriarca Latino
+ Patriarca Norhan Manougian, Patriarca da Igreja apostólica armênia ortodoxa
+ Fr. Pierbattista Pizzaballa, OFM, Custódio da Terra Santa
+ Mons. Anba Abraham, Patriarca copta ortodoxo de Jerusalém
+ Arcebispo Swerios Malki Mourad, Patriarca sírio ortodoxo.
+ Mons. Daniel Aba, Patriarca ortodoxo etíope.
+ Mgr Joseph- Jules Zerey, Patriarca melequita
+ Arcebispo Mosa El -Hage, Exarca maronita
+ Mons. Souheil Dawani, Igreja episcopal de Jerusalém e do Médio Oriente.
+ Mons. Munib Younan, Igreja evangélica luterana da Jordânia e da Terra Santa
+ Mons. Pierre Malki, Exarca sírio católico
+ Mons. Joseph Antoine Kelekian, Exarca armênio católico

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