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Igreja

Cardeal Braz de Aviz: mudanças na Igreja conforme as exigências do tempo

"Muitas coisas que serviam porque o tempo exigia, hoje elas não servem mais", afirma Dom João Braz de Aviz

Escrito por Redação A12

03 FEV 2020 - 10H00 (Atualizada em 27 JAN 2025 - 14H29)

O prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, o Cardeal João Braz de Aviz, em entrevista ao Vatican News, enaltece a história da vida consagrada, feita de grandes escolas de espiritualidade, que deram inúmeros frutos na história e continuam a dar frutos ainda hoje.

“Essa bagagem está sendo vivida agora no momento de reforma da Igreja e se há reforma da Igreja, tem que haver reforma também da vida consagrada”, diz o Cardeal.

Leia MaisSantuário de Aparecida celebra Festa da Apresentação do SenhorEle ressaltou que existiram vários momentos em que os próprios carismas significaram uma reforma da Igreja.

Por exemplo, basta pensar na experiência de São Francisco de Assis ou até de outros santos; no caso da Teologia, nós tivemos o grande dominicano que nos deu esta linha, São Tomás de Aquino, de uma Teologia, de uma Filosofia que era uma síntese realmente belíssima da vida cristã com o pensamento clássico. “Nós estamos no momento que é dinâmico, forte, em que muitas coisas que serviam porque o tempo exigia, hoje elas não servem mais, afirma.

Aviz também explica que o Papa Francisco, sobretudo a partir do Ano da Vida Consagrada, em 2015, tomou fortemente essa linha e esse empenho de ajudar a vida consagrada a percorrer as estradas novas, a não ter medo.

“Por exemplo, entre todos esses carismas precisa que haja uma comunhão profunda, porque nós somos Igreja. Isso é um ponto necessário, que está em construção. Então, essa atualização constante da ação do Espírito de Deus através dos carismas da Igreja é que está acontecendo agora.

Martírio da vida consagrada

Dom João deixa ainda uma mensagem a quem, neste momento, perdeu o seu vigor e está pensando, inclusive, em abandonar a consagração:

“Eu digo a você, consagrado, a você, consagrada, mas digo a mim mesmo: nós sabemos em Quem nós colocamos a nossa esperança. É uma afirmação importantíssima. Para nós, quem governa, quem deu esta vocação foi o Senhor e Ele sabe por que nos chamou, porque nos chamou dentro desse contexto particular no qual nós estamos. E eu sou chamado — como o Papa sempre nos lembra – a construir esta minha vida, esse meu carisma em meio às lutas de cada dia e em meios aos problemas, às dificuldades. Alguns de nós, inclusive, estão dando a vida: hoje há muito martírio na vida consagrada, temos muita gente dando a vida, entregando a sua vida. Isso é o que vale.”

O Cardeal ainda disse que é por isso que todos devem se unir e abrir: “Ninguém deve levar a sua vida para frente sozinho, isolado. Quando nós ficamos isolados, somos muito frágeis. Deus é comunhão, nós também somos chamados a ser comunhão”.

Fonte: Vatican News

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