Por Redação A12 Em Igreja

Padre Jaime Patias comenta Campanha Missionária 2016

Para os católicos de todo o mundo o termo Missão se reveste de forma particular neste mês de outubro. Está no calendário da Igreja Católica como o período em que o esforço, a reflexão e a partilha do povo são dedicados as missões.

Todos os anos, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) tem a tarefa de preparar e propor a Campanha Missionária, que segue a temática da Campanha da Fraternidade (CF). Este ano o tema é ‘Cuidar da Casa Comum é nossa missão’ e o lema ‘Deus viu que tudo era muito bom... (Gn 1, 31)’.

O objetivo da Campanha é despertar e promover a consciência, a vida e as vocações missionárias, bem como realizar uma coleta mundial para promover as atividades de promoção humana e evangelização nos cinco continentes, sobretudo países onde os cristãos são minorias e as necessidades pastorais são mais urgentes. Para a Igreja a Missão é levar a Boa-Nova a todos os povos. A coleta no Dia Mundial das Missões é no penúltimo domingo de outubro, este ano dias 22 e 23, conforme instituído pelo papa Pio XI em 1926.

O Secretario Nacional da Pontifícia União Missionária, Padre Jaime Carlos Patias, opina que o projeto da criação de Deus é maravilhoso, mas ele se encontra ameaçado, então é um tema muito importante e põe em reflexão um assunto atual e urgente. “Nós temos no Planeta Terra uma missão para quem tem fé em Deus. Papa Francisco coloca três relações da Encíclica ‘Laudato Si’: A relação com Deus, com o próximo e com a terra. Tudo está interligado”, reflete.

Para o religioso todos são convidados a participar e isso pode ser feito de três formas: pela oração, pela partilha e pela vocação de se dispor a partir. “Sem os missionários e missionárias a missão não existe. A campanha missionária como um todo está dentro do contexto da cooperação, por isso é uma oportunidade para cada cristão, diocese e comunidade assumirem a evangelização além fronteiras.

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Seis passos para entender a Campanha

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Com a Campanha Missionária a Igreja quer falar em Deus não só para os de casa, mas para o mundo secular, gerações novas e aos que se proclamam ‘sem-Igreja’. É necessário que a verdade de Jesus seja anunciada a um mundo mais amplo do que aquele que normalmente se compreende como povo de Deus. É pensada uma Evangelização de forma integral.

1º No Dia Mundial das Missões, as comunidades e paróquias recebem dos cristãos as ofertas por meio da Coleta.

2º As ofertas são enviadas para as dioceses que recolhem toda a arrecadação.

3º As dioceses repassam o valor total das ofertas para a direção nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM).

4º A direção nacional das POM comunica à Congregação para a Propagação da Fé, em Roma, o valor arrecadado. Reserva 20% para a animação missionária e para a administração nacional.

5º A direção nacional das POM repassa os valores para o Fundo Mundial de Caridade em Roma, e na Assembleia Geral, no mês de maio, avalia, aprova e destina os recursos para os projetos nos cinco continentes, como por exemplo, formação dos futuros sacerdotes e religiosos(as), manutenção de missionários e igrejas em terras de missão, meios de comunicação social, apoio e ajuda a centros de educação, saúde, casas de portadores de deficiências físicas, casas para idosos, orfanatos, creches, centros de reeducação social e dependentes químicos etc.

6º Por fim, os destinatários prestam contas do uso do dinheiro recebido com documentos e testemunhos de gratidão.

 

 

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