Por Redação A12 Em Igreja

Padre que sofreu tortura no Iraque visita Brasil neste fim de semana

A convite da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o padre Douglas Bazi, sacerdote caldeu do Iraque, estará no Brasil para dividir suas experiências de “refugiado entre os refugiados”, como ele mesmo diz. No Rio de Janeiro ele irá participar de um momento de oração e testemunho na Igreja de São José da Lagoa, no sábado (24) e da Santa Missa dominical, na Capela do Corcovado, no domingo (25).  

A visita tem como objetivo alertar os cristãos do Ocidente sobre a realidade da “Igreja de sangue”, maneira como padre Douglas se refere à parcela da Igreja existente naquela região: “Esta é uma Igreja de sangue. No meu país, se alguém fizer um buraco para procurar petróleo, vai descobrir sangue de cristãos”, relata o padre. 

Durante a sua visita, o monumento do Cristo Redentor será iluminado com a cor vermelha, das 18h às 19h, em memória dos mártires que doaram suas vidas pelo Evangelho e por todos os cristãos perseguidos no mundo. 

Foto de: Ajuda à Igreja que Sofre. 

Padre_Douglas_Bazi

Padre Douglas Bazi mostra camiseta que usou
durante os dias que esteve em cativeiro.

Em 2006, o sacerdote esteve em cativeiro durante nove dias, quando o torturaram: quebraram seus dentes, queimaram seu corpo com pontas de cigarros e nem mesmo água lhe deram. No entanto, desse período de horror, gosta de lembrar apenas das dez argolas das algemas que prendiam suas mãos:

"Foi o mais belo rosário que já rezei em toda a minha vida", lembra o padre. 

Atualmente, padre Douglas cuida de mais de 100 famílias no campo de refugiados em Erbil, norte do Iraque, onde a 'Ajuda à Igreja que Sofre' construiu casas e escolas e ajuda a manter os refugiados para que tenham uma vida o mais próximo do normal. 

Para o reitor do Santuário Cristo Redentor, padre Omar Raposo, o testemunho do Padre iraquiano fortalecerá a fé de todos os que o ouvirem. "Às vezes ficamos tão presos aos nossos próprios problemas que, sem ter a intenção, vivemos como que indiferentes aos nossos irmãos cristãos que são perseguidos e também distantes daqueles que são vítimas das guerras. Neste final de semana, teremos a oportunidade de refletir sobre tudo isso e também de rezar por essas pessoas", explica.

 

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