Por Redação A12 Em Igreja

Pastoral Carcerária divulga artigo sobre a vivência da CFE 2016

A Pastoral Carcerária Nacional divulgou um artigo sobre como a Pastoral vivenciará a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016.

 

campanha da fraternidade 2016

O artigo foi escrito pelo coordenador nacional da Pastoral Carcerária, padre Valdir João Silveira, e ressalta especialmente, as precariedades das condições de saneamento básico nas prisões, testemunhadas por mais de 6 mil agentes nas diferentes regiões do País.

Padre Valdir João Silveira fala sobre a realidade do Sistema Prisional brasileiro e o Saneamento Básico: “As prisões brasileiras tornaram-se um amontoado de pessoas sem esperança de justiça e expectativas de ressocialização. São indivíduos ignorados pela sociedade, guardados em escaninhos escuros e esquecidos da consciência coletiva, relegados a prisões que em muitos casos mais se aproximam de masmorras da idade média”.

O coordenador nacional da Pastoral Carcerária ainda fez indicações sobre a superlotação das celas, sua precariedade e sua insalubridade tornam as prisões um ambiente propício à proliferação de epidemias e ao contágio de doenças.

“Todos esses fatores estruturais aliados ainda à má alimentação das pessoas presas, ao sedentarismo ao qual são submetidas, ao uso abusivo de drogas, à falta de materiais de higiene, à falta de água potável, à falta de um adequado sistema de esgoto e ao não cuidado com o lixo, ao lado ainda de todo o estado sinistro da prisão, fazem com que as mulheres e homens presos que adentraram o cárcere numa condição sadia, de lá não saiam sem ser acometidos por doenças físicas ou psíquicas e com a suas resistências fragilizadas”.

O artigo traz sugestões de como trabalhar a CFE 2016 com as Igrejas que fazem visitas aos presos como conhecer as pessoas que realizam assistência religiosa nos cárceres: quem são, o que pensam, o que fazem e como testemunham a sua fé.

“Esta atenção em relação às instalações e condições das unidades prisionais é o que nos orienta a atuarmos coletivamente no acompanhamento e na elaboração de melhorias no saneamento básico dos presídios”.

Segundo padre Valdir João Silveira as responsabilidades são coletivas, porém diferenciadas: o poder público tem a tarefa em realizar as obras de infraestruturas, implementar o Plano Municipal de Saneamento Básico, garantir a limpeza do espaço público e fazer a coleta seletiva do lixo.

“Nós temos a responsabilidade, enquanto cidadãos e cidadãs, de cuidarmos do espaço onde moramos, de não jogar lixo na rua, de zelar pela manutenção dos equipamentos públicos e espaços coletivos, de cobrar os órgãos responsáveis pela qualidade do saneamento básico através de políticas que tenham efetiva participação das comunidades. Essas atitudes poderão nos aproximar do sonho do profeta que é o de “ver o diretor brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amos 5,24). Temos, enfim, que ter clareza que se trata de uma “luta profética, pois questiona as estruturas que causam e legitimam vários tipos de exclusão: econômica, ambiental, social, racial e étnica” (CFE 2016, “Texto Base”, 4)”, finalizou.

Leia a íntegra do artigo: A Pastoral Carcerária e a vivência da CFE 2016

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