Por Redação A12 Em Igreja

Pastoral Carcerária lança cartilha voltada para mulheres presas

'Maria e as Marias nos cárceres' é o mais novo documento de formação da Pastoral Carcerária. A cartilha será lançada entre os dias 25 e 27 de maio, em Belo Horizonte (MG). 

O livro é o resultado de um grande mutirão que vem sendo feito nos últimos anos com a finalidade específica de colaborar na formação dos e das agentes da Pastoral Carcerária a buscarem de uma forma mais aprofundada o trabalho no cárcere levando em conta a vulnerabilidade e invisibilidade das mulheres presas.

:: Conheça o trabalho dos agentes da Pastoral Carcerária

Entre os temas tratados no documento, a tortura no cárcere feminino, o atendimento à saúde da mulher presa, a população LGBT no cárcere, mulheres estrangeiras e indígenas presas, maternidade no cárcere.

Leia MaisSaúde no Brasil: Algumas questões críticas Conhecendo os Evangelhos: Tua fé te curouCampanha indica que acidente de trabalho não é culpa da vítimaPara a Irmã Petra Silva, coordenadora do setor de mulheres da Pastoral Carcerária, a cartilha reflete o trabalho com as mulheres presas, além de apontar para o compromisso de uma nova postura como igreja.

“Esse livro tem foco especial no nosso trabalho com mulher encarcerada, pois faz muitos anos que a pastoral nacional tem um olhar específico para essa questão. É um sinal de ser igreja, fazendo em conjunto um caminho junto ao reino de Deus, para que ele se realize, rumo a um mundo sem cárcere”.

Vera Dalzotto, agente da Pastoral de RS e membro do GT nacional da mulher presa para a questão das mulheres presas, analisa a importância do livro.


“A cartilha nos traz empoderamento no debate da questão da mulher presa. A mulher presa é vulnerável e invisível, suas necessidades básicas não são atendidas, e as necessidades mais profundas são completamente ignoradas”.

A capa, que tem a silhueta de uma mulher grávida é, segundo Vera, um chamado à reflexão. Ela nos lembra que a maioria das mulheres encarceradas são mães e as filas das visitantes são de mães, mas provoca o leitor a ver a mulher presa para além da maternidade.

“A silhueta da mulher grávida com palavras dentro nos provoca a ver a mulher para além do papel de reprodutora, uma mulher que tem seus sonhos. Essas palavras nos remetem à liberdade, que nos é negada nas cadeias. A silhueta deve aprofundar nossa visão de mulher. A capa pode ajudar muito a fazer visível a mãe dentro da cadeia, mas também as mulheres cheias de desejos, que precisam se empoderar dentro de uma sociedade machista”.

“Convido as agentes e os agentes da PCr a usar o livro nas reuniões e discussões, refletir, compartilhar e aprofundar cada vez mais o trabalho com as mulheres encarceradas nessa missão por um mundo sem cárceres”, conclui Irmã Petra.


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