Foto de: CNBB

Coletiva de Imprensa da presidência da CNBB
A Assembleia Geral dos Bispos, a canonização de José de Anchieta, o Golpe de 1964 e o projeto de Lei Saúde+10 foram assuntos destacados na entrevista coletiva concedida pela presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ontem (03), em Brasília.
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP) 321/2013, Saúde+10, foi entregue ao Congresso Nacional há oito meses, após recolher mais de dois milhões de assinaturas de eleitores, devidamente identificadas.
A nota da CNBB manifesta indignação com o descaso do poder público em relação ao projeto. “Lamentamos que, até agora, nenhum esforço tenha sido feito para iniciar sua tramitação, num total desrespeito à vontade popular”, descreve a nota.
Para o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, os poderes públicos não estão olhando para a realidade concreta. “A impressão que nós temos é que não existe interesse do executivo e do legislativo em torno de um financiamento necessário para a saúde pública”, disse.
Nota da CNBB sobre o descaso do Poder Público com o Projeto Saúde +10
Sobre a canonização de José de Anchieta, o presidente da CNBB e Arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno afirmou que o Papa Francisco presidirá uma missa no dia 24 deste mês na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma (Itália). No dia 4 de maio, às 8h, durante a 52ª AG, os bispos do Brasil celebrarão, no Santuário Nacional (SP), uma missa em Ação de Graças pelo novo santo.
Dom Damasceno, falou sobre os preparativos da 52ª Assembleia Geral dos bispos, que acontecerá em Aparecida (SP), entre os dias 30 de abril e 9 de maio. O tema central que será debatido é “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”.
“O Papa tem falado muito que a Igreja tem que ser uma Igreja que sai, que vai ao encontro das pessoas, daí a importância dessas comunidades, onde se dá mais espaço também à missão do leigo nas comunidades”, disse o Cardeal.
Ele também lembrou temas prioritários que serão discutidos, como o papel do cristão leigo e a questão agrária.
“É o início de um processo que vai culminar, numa futura assembleia, em um documento sobre os cristãos leigos na Igreja e na sociedade. A questão de uma melhor distribuição das terras para aqueles que querem trabalhar e para aqueles que se dedicam ao cultivo da terra em nosso país”, disse o Cardeal.
Sobre os 50 anos do golpe cívico-militar de 1964, a declaração da CNBB reafirma o compromisso com uma democracia participativa e com justiça social para todos e conclama a sociedade brasileira a ser “protagonista de uma nova história, livre do medo e forte na esperança”, consta na nota divulgada.
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