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Dom Zeno Hastenteufel, presidente do Regional Sul 3 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e bispo de Novo Hamburgo (RS), apoia o “Manifesto contra a legalização das drogas no Brasil”.
O Manifesto é uma iniciativa do Instituto Padre Haroldo e está disponível para receber assinaturas digitais pelo site Change.org. Esta semana, o abaixo-assinado alcançou a marca de 12.500 assinaturas. A meta é atingir 1 milhão para que o documento possa ser encaminhado ao Congresso Nacional.
Em entrevista ao A12.com, Dom Zeno falou sobre o empenho do Regional em divulgar a iniciativa para que a causa tenha a adesão de outras entidades. "Vamos pedir que em todas as paróquias se disponha o manifesto para assinaturas e, ainda, atuaremos diretamente em escolas, para levar a mensagem aos jovens de que a legalização viria apenas para o prejuízo de nossas famílias", informa o bispo.
Confira a entrevista:
A12- Acredita que o apoio da Igreja possa fortalecer o manifesto e impedir a legalização das drogas?
Dom Zeno:É claro que o apoio da Igreja vem para fortalecer o manifesto e impedir a legalização das drogas. Mas, temos consciência de nossa limitação. Não estamos mais numa sociedade em que a Igreja manda e é obedecida. Estamos numa sociedade laica, plural e democrática. Mas, nós faremos todo o possível para mostrar o mal que trazem as drogas e os males que causaria uma legalização de certas drogas.
A12 - Como está a comunicação deste assunto entre os Regionais da CNBB?
Dom Zeno: Eu tenho a convicção de que todos os Regionais da CNBB concordam neste posicionamento de nosso Regional. Todos sabem como as drogas já estão espalhadas, como há verdadeiras rotas de tráfico, passando por quase todos os estados brasileiros.
A12 - Quando o Regional Sul 3 decidiu apoiar a causa?
Dom Zeno: Depois de participar de uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, a convite de um Deputado Federal, que está encabeçando este Movimento.
A12 - Qual ponto considera mais importante no texto do manifesto? O que considera mais urgente?
Dom Zeno:Antes de tudo é preciso ver a realidade do mundo da drogadição. É preciso preocupar-se com a juventude que está envolvida e com as famílias que sofrem com este problema. Depois precisamos trabalhar na prevenção e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance no sentido de orientar bem os jovens e as famílias, para uma vida sadia, longe das drogas e do álcool.
A12 - Nos locais por onde passa, qual cenário o senhor tem encontrado no que tange ao uso de drogas e dependentes?
Dom Zeno: Em nossas comunidades paroquiais há uma grande preocupação com a proliferação das drogas e com as famílias, que sempre mais se veem envolvidas com estes assuntos. É claro que todos estão estendendo a mão para a Igreja e pedindo ajuda para que cesse a propagação e o trânsito de tantas drogas.
A12 - O senhor tem incentivado sua comunidade a assinar?
Dom Zeno: A única coisa que podemos fazer é incentivar a buscar no site (cnbbsul3.org.br ou Change.org)... Ali, os cristãos podem buscar o Manifesto contra a legalização das drogas no Brasil e assinar eletronicamente, ou imprimir a folha e buscar mais assinaturas para esta iniciativa louvável do Instituto Padre Haroldo, de Campinas (SP). Vamos pedir que em todas as paróquias se disponha o manifesto para assinaturas e, ainda, atuaremos diretamente em escolas, para levar a mensagem aos jovens de que a legalização viria apenas para o prejuízo de nossas famílias.
[Clique aqui para acessar o site do Manifesto contra a Legalização das Drogas]
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