Por Vinícius Paula Figueira Em Igreja

Próximo mandato: do poder outorgado ao serviço

Os novos gestores municipais estão na iminência de receber, oficialmente, a missão de coordenar, colaborar, desenvolver, ou seja, servir o povo. É verdade que a administração pública está convivendo com três grandes crises: a falta de credibilidade, a falta de recurso e a falta de honestidade na política. Em face disto, contemplamos na última semana, a prisão de duas figuras representativas dentro do Rio de Janeiro: Garotinho e Cabral acusados de subtrair recursos provenientes de obras e serviços básicos.

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O inconcebível acontece sem nenhuma vergonha. Sabiamente pontuou Ivar Hartmann em seu artigo publicado no “O Globo”: “Os juízes brasileiros começam a mudar de atitude. A prisão de Cabral foi decretada por um juiz federal do Rio de Janeiro e não apenas por Moro. A prisão de Garotinho, pela Justiça Eleitoral”. Parece-me que o vento da justiça está saindo do “previsível” e começando a circular espaços até a pouco inatingíveis.

 

Considerando as crises que o país atravessa, os novos gestores devem fundamentar seu “governo” no focus principal: planejamento. 

Tais notícias alvissareiras andam ascendendo o pavio da esperança no coração de cada brasileiro que recentemente foi às urnas para escolher seus representantes; os “vitoriosos” devem ter consciência que foram eleitos graças ao voto de cada cidadão/ã. Assim, muitas pessoas andam inquietas e se perguntando: que esperar dos novos Prefeitos e dos novos vereadores?

Considerando as crises que o país atravessa, os novos gestores devem fundamentar seu “governo” no focus principal: planejamento. É chegada a hora de documentar e transformar em estratégias e ações todos os clamores do povo que foram ouvidos e contemplados na visitas políticas que anteciparam o pleito. Friso: quero crer que essas visitas não tenham servido apenas para dar um tapinha nas costas, distribuir simpatia e sorrisos gratuitos e um sentar-se à mesa para um café na residência das famílias. Em pleno século XXI, o gestor que não planejar, não conseguirá governar com eficiência e eficácia.

Que no alvorecer de um novo ano, desperte na mente e no coração de nossos gestores, o desejo de desejar fazer o bem comum prevalecer. É preciso que os próximos administradores conjuguem na missão e nos objetivos, o verbo servir. É preciso que os próximos prefeitos não governem a partir da lógica do poder e do autoritarismo, mas com autoridade e responsabilidade para que não caiam em armadilhas nem caiam nas grades da imoralidade quais Garotinho e Cabral. No próximo mandato, urge a necessidade dos nossos gestores trocarem os interesses pessoais e corporativos pelo planejamento e pelo poder outorgado pelas urnas em serviço, especialmente aos mais pobres.

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Escrito por
Vinicius Figueira - Colunista (Arquivo Pessoal)
Vinícius Paula Figueira

Jovem de 23 anos, crítico, apaixonado por escrever, a ponto de escolher e se graduar em comunicação social pela Rede Kroton. Moro em Iconha, Espírito Santo, onde atuo como Coordenador Paroquial da Comunicação (PASCOM), e trabalho com Publicidade e Propaganda.

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