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Igreja

Quaresma: caminhar juntos na esperança

Padre José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

Escrito por Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

06 MAR 2025 - 07H53 (Atualizada em 06 MAR 2025 - 08H14)

Iniciamos, no dia 5 de março, o período da Quaresma, tempo de preparação para celebrarmos na Páscoa a Ressurreição de Cristo, que transformou a morte em vitória, tornando-se o fundamento da fé e da esperança dos cristãos. “Quaresma” deriva de “quarenta”, número que na Bíblia nos recorda vários acontecimentos, sobretudo os 40 dias do dilúvio, os 40 anos da caminhada do povo para a Terra Prometida e os 40 dias que Jesus passou no deserto em oração.

Esse ano, a Campanha da Fraternidade, nossa maneira de viver a Quaresma, convida os católicos brasileiros a viver a Fraternidade e a Ecologia Integral, preservando esse mundo no qual, a princípio “tudo era muito bom” (Gn 1,31). Para vivermos bem esta Quaresma, o Papa Francisco nos envia uma mensagem, que ele resumiu nas palavras “Caminhemos juntos na esperança”, relacionando esse tempo especial com a graça do Ano Jubilar 2025.

“Caminhar” — “Nós somos caminheiros que marcham para o céu” revivendo a experiência do Povo de Deus na longa travessia rumo à Terra Prometida. É isso que nos recorda também o lema do Jubileu “Peregrinos de Esperança”. Francisco compara o êxodo bíblico com a condição de tantos imigrantes que fogem de situações de miséria e violência à procura de uma vida melhor. E nos faz a pergunta: Estou realmente a caminho ou estou paralisado, estático, com medo e sem esperança?

“Juntos” — Caminhar juntos é a vocação da Igreja — afirma o Papa. Temos de percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. Não deixar que ninguém fique para trás ou se sinta excluído. Francisco nos convida a perguntar “diante do Senhor, se somos capazes de trabalhar juntos a serviço do Reino de Deus; se, com gestos concretos, temos uma atitude acolhedora em relação àqueles que se aproximam de nós e a quantos se encontram distantes; se fazemos com que as pessoas se sintam parte da comunidade ou se as mantemos à margem”.

“Na esperança” — “Eis o terceiro apelo à conversão: o da esperança, da confiança em Deus e na sua grande promessa, a vida eterna”, escreve o Papa, convidando a nos perguntar: “Estou convicto de que Deus me perdoa os pecados? Ou comporto-me como se me pudesse salvar sozinho? Vivo concretamente a esperança, que me ajuda a ler os acontecimentos da história e me impele a um compromisso com a justiça, a fraternidade e o cuidado da casa comum?”

A esperança que não engana (Rm 5,5), mensagem central do Jubileu, seja para nós o horizonte do caminho quaresmal rumo à vitória pascal.

Escrito por:
Padre José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.
Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, diplomado em Teologia e em Ciências Bíblicas por Universidades de Roma e de Jerusalém. É o tradutor da Bíblia de Aparecida.

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