Por Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R Em Igreja

Quem paga a conta da incompetência administrativa?

O governo do Rio Grande do Sul está realizando o pagamento dos seus servidores em três parcelas, por conta das dificuldades com o caixa do estado. A arrecadação diminuiu por conta da crise econômica nacional e o enfraquecimento da economia, e a tendência, segundo o secretário de Fazenda gaúcho, Giovani Feltes, é que a situação piore.

Os servidores públicos gaúchos já viveram situação parecida em 2007. Mas para os goianos é uma novidade. Em Goiás, o parcelamento já estava ocorrendo desde o mês de abril. Mas a situação piorou: agora, os funcionários que ganham até R$ 3,5 mil, receberam todos os seus vencimentos no dia 31 de julho. E os que têm salário acima desse valor só receberão em 10 de agosto. Os servidores do Rio de Janeiro, Pernambuco e do Paraná poderão ser os próximos a receber seus salários em parcelas.

A situação poderia ser muito pior. Já houve tempo em que governadores de vários estados simplesmente passavam meses sem pagar os servidores estaduais. Hoje, o cenário ainda é favorável, já que há uma data prometida, e cumprida até agora.

Mas não é justo ver os servidores e a população assumindo o prejuízo pela má gestão dos governantes. O mais honesto seria, num momento de diminuição na arrecadação, cortar as despesas. Não se houve falar, em nenhum nível de poder, de cortes de altos salários, por exemplo, ou de eliminação de gastos nos palácios dos poderes legislativo, executivo e judiciário.

É o servidor que está fazendo ajuste em suas contas pessoais considerando corte de benefícios e atraso nos pagamentos. É o contribuinte quem convive com redução (ainda maior) na qualidade dos serviços públicos. Já quem recebeu o voto para cuidar das contas públicas, segue recebendo salário alto com os benefícios palacianos, sem cortes. Isso não é justo.

Assinatura Ir. Diego Joaquim

Escrito por
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R.
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R

Missionário Redentorista da Província de Goiás

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