Por Marília Ribeiro Em Igreja

Redes de comunicação: parte integrante da ação pastoral da Igreja

Dentre os diversos assuntos que a Campanha da Fraternidade deste ano motiva as pessoas a refletirem, estão as práticas da Igreja nas redes de comunicação. No Brasil, visando desenvolver projetos para integração da Igreja, utilizando as mídias e redes sociais foi implantada em 2012 a RIIBRA (Rede de Informática da Igreja no Brasil).  O objetivo da RIIBRA é promover encontros de reflexão e capacitar os sacerdotes e demais comunicadores da Igreja para utilizar bem as novas tecnologias na evangelização.

papa francisco rede de comunicação

É cada vez mais crescente o número de dioceses, paróquias, arquidioceses e até mesmo pastorais que estão nas redes de comunicação buscando um maior envolvimento com as pessoas e a disseminação das informações que contribuem para a formação dos cristãos. 

Cristiane Aparecida Monteiro, Coordenadora do Projeto RIIAL (Rede Informática da Igreja na América Latina) relata, ao analisar a ação da igreja na internet, que em 2005 na ocasião da celebração dos 40 anos do decreto Intermirifica do Concilio Vaticano II, João Paulo II, lançou uma Carta Apostólica para falar do rápido desenvolvimento das tecnologias, como resultado do progresso humano. Nesta Carta ele dizia que “a Igreja não está chamada unicamente a usar os mass media (meios de comunicação de massa) para difundir o Evangelho, mas, hoje como nunca, está chamada também a integrar a mensagem salvífica na "nova cultura" que os poderosos instrumentos da comunicação criam e amplificam”. Portanto, há 10 anos, João Paulo já percebia uma grande movimentação no seio da Igreja no acolhimento e no reconhecimento dos meios de comunicação como parte integrante da ação pastoral da Igreja.

O texto base da Campanha da Fraternidade 2015 cita no capítulo 4.3: "... a grande quantidade de informações hoje disponível nesses meios de comunicação pode levar à fragmentação e ao enfraquecimento da capacidade de discernimento relativa às questões ético-morais.” Para a coordenadora da RIIAL o diálogo, a honestidade e o respeito são necessidades para o bom uso da internet ou outra mídia, e para explicar, usa palavras do Papa emérito, Bento XVI onde ele reforça a importância de realizar uma busca sincera e recíproca da verdade. “A nova arena digital, o chamado cyberspace, permite encontrar-se e conhecer os valores e as tradições alheias. Contudo, tais encontros, para serem fecundos, requerem formas honestas e corretas de expressão juntamente com uma escuta atenciosa e respeitosa. O diálogo deve estar radicado numa busca sincera e recíproca da verdade, para realizar a promoção do desenvolvimento na compreensão e na tolerância.”

O mais importante na ação da Igreja na internet segundo Monteiro é que Cristo seja anunciado e que todos os homens possam fazer uma experiência pessoal com Ele. O sentido de estar presente nas redes sociais, na internet, nos meios de comunicação em geral, é para anunciar o Evangelho a toda à criatura e para caminhar lado a lado com a humanidade.

O papa Francisco em sua mensagem para o 48º Dia Mundial das Comunicações em 2014 afirma "a rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de seres humanos. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade de um comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais” conluiu o Papa.

Ao falar da expectativa para o futuro da comunicação digital da Igreja a coordenadora da RIIAL salienta que independente das mudanças, o importante é a Igreja permanecer fiel à sua vocação. E acrescenta “Como Igreja nos empenhamos em estudar, aprofundar o tema com grupos de especialistas, mas acima de tudo procuramos caminhar com o homem de hoje, escutar suas necessidades, esperanças e incertezas”.

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