Por Marília Ribeiro Em Igreja

Reflexão sobre o consumismo é proposta pela Campanha da Fraternidade

As estruturas sociais e econômicas tendem a transformar as pessoas em puros consumidores,
na busca constante por satisfação material e pessoal.

A Campanha da Fraternidade deste ano traz o tema " Fraternidade: Igreja e Sociedade" e o lema "Eu Vim para Servir". Dentre os diversos assuntos propostos para reflexão, o texto-base traz as dificuldades e os desafios atuais da sociedade brasileira, entre eles o consumismo e a cultura do descartável.

O papa Francisco em suas homílias e na primeira exortação apostólica, Evangelli Gaudium, fez muitas referências a essas questões. Falou do câncer da desesperança, causado pelo mal da sociedade de consumo, da cultura do dinheiro e do próprio ser humano ser considerado um bem de consumo.

Sociedade de Consumo

Diante dessa realidade, o papa fez um apelo aos cristãos: "Possam os cristãos desta nação combater a atração do materialismo que asfixia os autênticos valores espirituais e culturais, assim como o espírito de concorrência desenfreado que gera egoísmo e conflitos”.

O padre Cleber Sanches, vice-diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP) e professor de Ética e Sociologia Geral, ao comentar as citações do papa salientou que “não podemos inverter os valores, temos que nos atentar para o valor das pessoas e a importância da nossa fé em Deus”.

Padre Cleber ressalta que o capitalismo provoca nas pessoas o atropelo, que muitas vezes desvirtua o verdadeiro sentido das coisas, por isso a necessidade de cada um agir com consciência.

Ao se referir à Campanha da Fraternidade, o padre lembra que a busca das pessoas deve ser a de “Servir o outro e não de se servir do outro”.

 
 
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Por Marília Ribeiro, em Igreja

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