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Religiosos brasileiros vão às ruas de Roma pedir o fim do tráfico de pessoas

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Com o tema “Com a vida não se joga”, cerca de 150 religiosos e religiosas brasileiras que vivem em Roma saíram às ruas no último domingo, 6 de abril, para pedir o fim do tráfico de pessoas. Aos brasileiros e brasileiras se juntaram religiosos italianos, argentinos, indianos, indonésios e filipinos das diversas casas religiosas existentes na capital italiana.  

Caminhada contra o tráfico humano em Roma

A caminhada teve início na Capela de Nossa Senhora de Lourdes, na via Sistina, centro histórico de Roma, com a Celebração Eucarística presidida pelo missiólogo e assessor teológico do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), padre Paulo Suess.  Em sua homilia, padre Suess ressaltou que a tarefa da comunidade cristã é  proporcionar experiências de ressurreição a todos aqueles que se encontram à margem da vida.

De acordo com padre Gimesson Silva, Missionário Dehoniano, membro da equipe de coordenação do evento, a caminhada acontece em sintonia com o convite do Papa Francisco que desde o início do seu pontificado sugere uma ‘Igreja pobre e para os pobres”.

De acordo com o religioso, a escolha do tema se deve ao fato de o mundo estar voltado para o megaevento da Copa de 2014, que se torna uma ocasião propícia  para o tráfico de adolescentes, mulheres e homens, para fins de exploração sexual.

Brasileiros em Roma A realidade do trafico humano “deixa mais fragilizada a mulher e as crianças e que, os países desenvolvidos devem se sentir os primeiros responsáveis no combate a este tipo de situação”, afirmou Irmã Rosimery Gomes, da Congregação das Irmãs Lurdinas, membro da Equipe de coordenação do evento.

O missionário scalabriniano, padre Eduardo Pizzuti, se viu emocionado com a liberdade com que os religiosos e religiosas se expressaram, chamando a atenção dos peregrinos, em frente a Basílica de São Pedro. “Se expressaram de forma espontânea e celebrativa, embora estivessem recordando e denunciando a trágica realidade do trafico de pessoas”.

Padre Puzziti disse ainda que a caminhada  “chamou a atenção para o engajamento da Igreja no Brasil que traz durante a  Quaresma o aspecto da fé unido a uma questão social que precisa de conversão, e  desta vez o tráfico humano.  

A Oração do Angelus rezada pelo Papa Francisco na Praça São Pedro, marcou o encerramento da Caminhada Penitencial. Ao aparecer na Janela, o Papa Francisco foi acolhido com um sacolejar de bandeiras verde e amarelas e saudou os religiosos do Brasil: “Saúdo o grupo brasileiro ‘Fraternidade e Tráfico Humano".

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