Por Eduardo Gois Em Igreja

Rostos do laicato: "Educados para doar"

Em 2018 a Igreja no Brasil vive um ano dedicado aos leigos. Nesta série especial "Rostos do Laicato" discutimos a missão e vocação do leigo em algumas realidades. Assista a entrevista sobre o tema "crianças e adolescentes" com os bispos, Dom Giovanni Crippa e Dom Flávio Geovenale.

No primeiro vídeo “Educados para doar”, o Bispo de Estância (SE), Dom Giovanni explica a dinâmica dos trabalhos na diocese em que ele atua.

Veja que por lá o trabalho da Infância e Adolescência Missionária (IAM) é muito forte. “A nossa Diocese tem no IAM uma expressão significativa em nível nacional”, comenta o Bispo.

Em Estância procura-se também que todas as paróquias tenham uma expressão missionária. Para o Bispo, este paradigma deve ser cultivado desde o começo, vivido na região com a experiência de acompanhar as realidades periféricas.

Eles levam uma mensagem de esperança e praticam a campanha dos cofrinhos, que serve para erracadar recursos para projetos voltados para crianças e adolescentes de todo o mundo. “Nós temos que educar as pessoas nesta dinâmica do dar e do receber, normalmente uma criança e acostumada a receber, ela ainda não adquiriu sua existência total, mas é importante que o ser humano seja acostumado a dar e não só a receber”, afirma o Bispo.

Segundo Dom Giovanni, é um movimento de crescimento, porque uma pessoa se torna adulta quando ela passa do “meu”, do “eu”, ou seja, de uma perspectiva egoísta para uma perspectiva altruísta. “É urgente, sobretudo quando a gente vai se acostumando a acreditar que uma comunidade cristã se acostume somente a receber e se alimentar da fé, mas é preciso devolver essa fé ao próximo”, explica

No segundo vídeo o bate-papo foi com o Bispo de Santarém (PA), Dom Flavio Giovenale. Ela fala em “Superar distâncias” aqui no sentindo literal da palavra, uma vez que a realidade da Amazônia é bem complexa.

Leia Mais Rostos do Laicato: Desafios na evangelização da juventudeRostos do Laicato: A realidade do idosoRostos do Laicato: Caminhos para a família Dom Flávio explica que é preciso fazer uma distinção do que é a cidade de Santarém, que tem desafios próprios e urbanos, daquelas cidades do interior do Pará, local onde existem longas distâncias e comunidades espalhadas ao longo de rios e estradas vicinais.

Ele ressalta o trabalho catequético na cidade e no interior e a presença enorme de leigos no campo litúrgico. “Por lá a média é de um padre para cada 5 mil quilômetros quadrados, é como se o estado inteiro do Rio de Janeiro tivesse 10 padres ou o Estado de São Paulo tivesse cento e poucos padres, o que resulta em uma diferença muito grande de realidade, se comparado com outras regiões do país”, detalha

O Bispo revela a necessidade de conseguir lideranças com capacidade de multiplicar formação. “Uma criança que não recebe essa atenção da Igreja, ela perde a oportunidade de ter um contato com Deus, que nos dá a chance da fé. Caso a gente receba o dom da Fé e não tenhamos o que fazer com esse dom e como se recebêssemos um presente e não saibamos como usá-lo.”, acrescenta o Bispo,

Dom Flávio comenta que a Igreja está cheia, mas fora tem muito mais pessoas, por isso, Deus continua a nos enviar para que todos tenham consciência de sermos filhos de Deus.

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