Por Pe. Leo Pessini Em Igreja

Um rápido diagnostico para conhecer os jovens millenials! (III)

Uma forma mais simples de descrever a cultura pós-moderna dos jovens da geração do milênio ou, simplesmente millenials é chama-la de cultura EPIC, isto é: E= experiencial, P = participativa, I= baseada em imagens, e C= conectada.

 Jovens fazem selfie - Foto: shutterstock
Foto: shutterstock

Experiencial, isto é, passamos do âmbito racional para o experiencial. Os grandes shopping centers, não são somente um local de venda de produtos, mas uma experiência. As pessoas vão a estes locais, não somente para comprar, mas para ter uma experiência, encontro com amigos, busca de novas amizades, relaxar. Talvez por isto que estes centros comerciais, mantem também lugares de lazer.

Participativa, isto é, passa-se do âmbito do representativo ao participativo. A participação nesta cultura pós-moderna é interativa, é uma cultura da opção. Não se escolhe somente de um menu, mas que você mesmo muda o menu. Não transmite somente tradição ou cultura, mas também a transformas e a personalizas.

Baseada na imagem, isto é, passou da “palavra” para a “imagem”. As imagens são a linguagem universal da humanidade. Os bancos de imagens estão adquirindo muito valor, hoje, com bancos de dinheiro. Esta geração adora se auto fotografar (selfies...) e enviar para todos os amigos...

Conectada, isto é, do contexto individual passa-se a comunidade conectada. Connexity é um meio social, é a mais nova praça central da aldeia global, o novo espaço público e a nova praça do mercado. O paradoxo é que o individualismo, que a internet fomentou, de alguma maneira levou a uma fome de conectividade, não mais de sangue, mas de opção.

Os millenials são exigentes e estão sempre atentos: para eles uma compra não representa apenas uma compra, significa principalmente valores éticos que eles querem passar para o seu círculo social, dentro e fora das redes sociais.

Eles têm trazido mudamos significativas no comportamento de consumo. Pela primeira vez, tornou-se regra ter amigos internacionais, não uma exceção. Pela primeira vez, o sonho não é ter casa e carro, mas viajar sem amarras e viver no mundo. O êxito do Uber e Airbnb so um exemplo disto. As redes sociais dão a possibilidade de se manter conectados as melhores pessoas que estimamos, não as que nos tocam por situações sociais e geográficas. Eles ao também os primeiros a rechaçar os empregos tradicionais e a educação formal como um único caminho. São mais inovadores e menos patriotas.

Segundo a Educadora sexual Débora Pádua, “esta geração quer estabilidade financeira, estudar fora, fazer intercambio. Tem coisas muito mais interessantes do que se comprometer com alguém” (Folha de S. Paulo 9/08,2016). Eles se casam mais tarde, estão saindo de casa com idade mais avançada.

A tecnologia produz uma realidade virtual padronizada e massificada, materializada num programa de computador a ser processado por um gadget, como ocorre com o Pokémon Go. O sonho é a realidade virtual onde realizamos de forma disfarçada e simbólico os desejos que a realidade nos obriga a cortar. Não é de hoje que se usam substancias que criam estados alterados de consciência, afastando-nos da realidade e nos levando para a paraísos artificiais (virtuais).

Estamos diante de uma geração marcada pelo amor a tecnologia e a informação, conectada virtualmente com todos, sem limites geográficos ou de tempo e por um estilo de vida em que a internet está presente em todos os momentos de sua vida. Em breve será esta a geração que estará moldando e dirigindo os destinos de nossos países e humanidade em geral, num futuro muito próximo (final)!

assinatura padre leo pessini

Escrito por
Pe. Léo Pessini Currículo - Aquivo Pessoal
Pe. Leo Pessini

Professor, Pós doutorado em Bioética no Instituto de Bioética James Drane, da Universidade de Edinboro, Pensilvânia, USA, 2013-2014. Conferencista internacional com inúmeras obras publicadas no Brasil e no exterior. É religioso camiliano e atual Superior Geral dos Camilianos.

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