Por Redação A12 Em Evangelhos Atualizada em 31 AGO 2018 - 08H49

22º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Reflexão: Pe. Marcelo Magalhães - C.Ss.R
Intérprete: Kiara Maria Socuta Quintanilha

Evangelho Deus Conosco dia a dia – Editora Santuário
(MC 7,1-8.14-15.21-23)
Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. Os fariseus e os mestres da lei perguntaram então a Jesus: “por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” Jesus respondeu: “bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: 'este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós Senhor.


REFLEXÃO

No Evangelho, vemos Jesus cercado por alguns doutores da lei e fariseus. Eles estavam perto de Jesus não para aprender de Jesus, mas sim para criticá-lo, pois diziam que Jesus e os discípulos não seguiam os costumes dos antigos. Na verdade, os judeus pautavam sua vida num conjunto imenso de leis. Havia leis para tudo, até para a forma correta de lavar os talheres. Isso demonstrava uma preocupação exagerada com o exterior, esquecendo-se do que é fundamental, o interior, o que toca o coração. Jesus vai ensinar que nenhuma lei é mais importante que a vida, e que nenhuma norma religiosa é maior que a misericórdia, que deve se manifestar em todas as nossas ações. De nada adianta ter as mãos limpas, se o coração está sujo, corrompido por vontades e desejos contrários à fé e ao amor de Deus.

Quando as pessoas vivem unicamente em função de cumprir leis e costumes, sem procurar entender se aquela prática realmente expressa a vontade de Deus, acabam tendo olhos unicamente para julgar e condenar, e se fecham para o amor e a caridade. A preocupação com o rigorismo da lei os levava a uma prática de purificação meramente externa, e eles não olhavam para a maldade que carregavam em seus corações. Jesus mesmo vai dizer-lhes uma frase do profeta Isaías: “Este povo me honra com os lábios, mas o coração deles está longe de mim”. Por isso, precisamos refletir se, em nossa vida de fé, estamos mais julgando que amando; se estamos mais cumprindo rituais que rezando a misericórdia Deus em nossa vida. A fé não poder ser apenas uma aparência; ela precisa ser a essência do amor Deus que acolhemos em nós. 

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