Por Redação A12 Em Evangelhos Atualizada em 22 MAR 2018 - 18H54

Domingo de Ramos – Ano B

Reflexão: Pe. Luiz Camilo Jr - C.Ss.R

Interprete: Kiara Maria Socuta Quintanilha

Evangelho Deus Conosco dia a dia – Editora Santuário

(Mc 14,1 – 15,47)

Naquele tempo, quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo: “Ide até o povoado que está em frente e, logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso?’, dizei: ‘O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta’”.

Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram.

Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo, desamarrando esse jumentinho?”

Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. Levaram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou.

Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos. Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO

A celebração do Domingo de Ramos nos coloca na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Depois de percorrermos a caminhada quaresmal, nós entramos na Semana Santa que nos faz participar da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Neste domingo temos a proclamação de dois Evangelhos. O primeiro que é proclamado antes da bênção e procissão com os ramos, fora da igreja, apresenta Jesus entrando na cidade santa de Jerusalém e sendo aclamado pelo povo como rei. Jesus é acolhido com euforia, com alegria, pelo povo que esperava a chegada do Messias libertador.

Porém algumas pessoas devem ter estranhado o fato de Ele ter entrado montado num jumentinho e não num carro de guerra, como era próprio dos reis da época. Jesus revela que a libertação não virá pela força das armas e pela guerra, mas sim pelo poder de amar que se manifesta na capacidade de entregar a vida, essa é a lógica do amor de Deus que liberta. Na liturgia da missa é proclamado o Evangelho da narração da Paixão do Senhor.

A paixão de Cristo não é uma história que é contada, mas sim a celebração da memória que fazemos do Filho de Deus que nos amou com a vida, e que no altar da cruz entregou a própria vida para nos salvar. Por isso nesta liturgia está muito presente a imagem da Cruz, como consequência da radicalidade do amor com que Jesus abraça a missão do Pai. Diante de Pôncio Pilatos Jesus foi interrogado e condenado injustamente. Aqueles que antes o aclamavam rei com o grito do Hosana, agora o querem condenar gritando para que Ele fosse crucificado. Jesus é o inocente que aceita morrer pelos pecadores. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Assim, Jesus nos ensina que para chegar à glória é preciso, antes, passar pela cruz e que não existe ressurreição sem morte. Em sua obediência ao Pai, Jesus nos mostra o caminho que precisamos seguir para alcançar a vitória da vida. Mesmo sofrendo a dor em seu corpo, Ele permanece na liberdade do amor e escolhe fazer até o fim a vontade do Pai. Na cruz Jesus nos mostra que é possível vencer o sofrimento, por maior que ele seja. Por isso, renovemos em nosso coração a confiança em Deus e deixemos que seu amor nos sustente, na certeza de que no momento de nossa Cruz Ele também não nos abandonará.


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