Por Redação A12 Em Evangelhos

Evangelho em Libras: 11º Domingo do Tempo Comum - Ano C

Intérprete: Kiara Maria Socuta Quintanilha

Reflexão: Diácono Marcelo Magalhães


Deus Conosco 

Editora Santuário


Evangelho escrito por Lucas
(Lc 7,36-8,3)

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.
Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com perfume.


Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”.
Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, Mestre!”
“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro, cinquenta. Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?”
Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”.


Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume.


Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor”.
E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”.
Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?”
Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”


Depois disso, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.


— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

A liturgia de hoje nos traz o tema do perdão dos pecados. Deus se revela como misericórdia. Ele perdoa o pecador arrependido por maior que possa ser o pecado por este cometido. Jesus exerce o poder de perdoar os pecados mesmo contestado pelos adversários. Ele é o rosto misericordioso de Deus presente no meio da humanidade pecadora. O perdão de Jesus revela que sua prioridade é a pessoa humana chamada a ser livre e íntegra. O perdão é a manifestação da justiça de Deus baseada não nos méritos humanos, mas na grandeza de Seu amor. Todos somos pecadores e necessitados da intervenção divina para nos salvar. E é o perdão que Deus nos concede gratuitamente que nos torna capazes de amar como Ele nos ama, superando todo egoísmo e construindo relações justas e fraternas.


O Evangelho de Lucas aprofunda de maneira especial nesse tema da misericórdia. É o caminho que nos proporciona a inclusão de todas as pessoas na proposta de amor e salvação revelada em Jesus. A casa de Simão, o fariseu, é o cenário para a mensagem ser assimilada e jamais esquecida pelas comunidades cristãs. O fariseu convida Jesus para comer com ele em sua casa. Casa e comida são dois elementos que apontam para o projeto de comunhão e fraternidade. As comunidades primitivas reuniram-se nas mesas para atualizar a memória de Jesus, a oração, a partilha da comida e a ceia. Desse modo, sentar-se à mesma mesa representava a determinação de relacionar-se na igualdade sem discriminação de raça, sexo ou classe social.


O fato de Jesus aceitar o convite do fariseu demonstra que o Mestre não faz acepção de pessoas. Sente-se livre em qualquer ambiente. É portador do amor de Deus que se estende a Deus, sem discriminação.
A mulher pecadora irrompe sem pedir permissão naquele ambiente fechado e excludente. Sua atitude faz abrir os olhos para sentir a presença de Jesus, o Filho de Deus que vem trazer o perdão e a paz.
Desse modo, como discípulos, na pessoa de Jesus todos somos acolhidos e amados.
Amém!

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