A Missão Jovem na Amazônia 2022 aconteceu de 15 a 25 de julho, na prelazia do Alto Xingu-Tucumã (PA). O projeto foi promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB (CEPJ) com apoio da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam).Leia MaisBispo impulsiona dioceses a rejeitarem projetos que destroem a AmazôniaBispos da Amazônia trabalham por direitos dos povos indígenas
O grupo que entrega a missão reúne jovens missionários, seminaristas, religiosos e bispos. Dom Nelson Francelino Ferreira, bispo de Valença (RJ), presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, escreveu um relato sobre a experiência nesta missão onde falou que a juventude ficou feliz ao sentir o entusiasmo dos missionários locais:
“Convencidos de que a missão começou e não pode mais parar, tem que se tornar uma missão permanente, como nos apontavam os bispos no Documento de Aparecida”.
O bispo também deixou uma mensagem para os jovens da prelazia, reforçando a importância de continuar a missão, realizando encontros, reuniões paroquiais e enfatizando que os jovens têm nas mãos uma ferramenta poderosa, a fé:
“Você, jovem dessa Prelazia, (…) Organize os encontros, reuniões paroquiais com seus amigos jovens. Você carrega em suas mãos o tesouro da fé que vale mais do que a própria vida: a fé. que é luz e fogo. Você é aquela luz que tem que brilhar nessas terras. Você é fogo que deve queimar, sal que está destinado a preservar o mundo da corrupção do mal. Vocês, jovens, são as mãos pelas quais Cristo quer curar e salvar, a boca pela qual Cristo anunciará o Evangelho ao mundo. A tocha da fé que vocês receberam dos jovens do Brasil como um tesouro inestimável chegou até vocês, através de uma corrente que remonta aos apóstolos e ao próprio Cristo. Com esta tocha, vocês podem iluminar uma, cem, milhares de pessoas. É uma corrente de salvação da qual vocês são um elo insubstituível. Se a corrente for quebrada, muitos jovens, submersos nesse vazio existencial, serão deixados na escuridão eterna”.
A Juventude termina a Missão na Região Amazônica com a consciência de dever cumprido
É humano pensar que, depois de tanto esforço e trabalho, canseira na missão realizada na Prelazia de Tucumã, de 15 a 25 de Julho, também se deseje ver o fruto do nosso empenho missionário nas comunidades e vilas visitadas pela nossa juventude; no entanto, o Evangelho aponta para uma outra direção. De fato, aos seus discípulos, Jesus falou da exigência da radicalidade em segui-lo, como escrito em São Lucas: “Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”.
Mas “se nosso esforço em anunciar o Evangelho foi total, então a perspectiva muda e se transforma em paciência… Se somos fiéis e vigilantes, Deus nos permite ver também os frutos iniciais do nosso trabalho, embora esse não seja a intenção maior no trabalho de Evangelização. Porém, a juventude vinda do Sul e do Norte, Leste-Oeste e de todo lugar ficou feliz ao sentir o entusiasmo dos missionários locais, convencidos de que a missão começou e não pode mais parar, tem que se tornar uma missão permanente, como nos apontava os bispos no documento de Aparecida.
Quem é que não conhece aquele canto que diz: “põe a semente na terra não será em vão; não te preocupes, a colheita plantas para o irmão.” Foi com essa consciência que a Pastoral juvenil do Brasil, destemida e atualizando o apelo do Papa Francisco, sendo protagonista de uma Igreja em saída, encarou o sol quente, poeira persistente (poaca), as distâncias, estradas para levar a Palavra de Deus…
Os Jovens perceberam que a melhor maneira de garantir os frutos da evangelização é tornar-se evangelizador do seu próprio ambiente. Ser evangelizador onde quer que esteja, faça o que fizer; evangelizador de sua própria família, em sua escola, em seu trabalho, entre seus próprios amigos, em seu ambiente social, na viagem ou no resto… A nossa vida, daqui pra frente, será uma missão contínua, porque Cristo nos pediu para o fazer com o seu mandato, porque a situação atual da Igreja o exige, porque as delicadas circunstâncias históricas e a vocação evangelizadora o exigem.
Jovens da Prelazia de Tucumã, deixaram conosco o compromisso de dar prosseguimento a essa iniciativa da Comissão episcopal pastoral para a juventude: Para sair e pregar a Cristo é preciso levantar, deixar de lado o pecado, a mediocridade, a indiferença. Ela sabe qual é a dificuldade que a impede de se levantar, mas Cristo pode intervir e dissipar completamente todas as dificuldades. Basta-nos abrir o coração às suas palavras e obedecê-lo, levantando-se das próprias misérias e superando as atitudes de preguiça e comodismo. Para pregar o Evangelho é preciso levantar-se, como Cristo pediu a São Paulo no caminho de Damasco (cf. At 26, 16). Diante de seus olhos se estende o grande campo do mundo, pronto para a colheita. Outros a plantaram e a regaram com seu sangue. Agora cabe a nós ir e colher os frutos da semente que Deus semeou nas almas.
A realidade indígena, rural espera por você, porque espera por Cristo
Aguarda a boa notícia de seus lábios. Você não pode se fechar à voz de Cristo que o envia a realidade distante desse belo estado do Pará. Você, jovem dessa Prelazia, não pode ficar ocioso sem fazer nada, olhando para o céu, como os apóstolos no dia da Ascensão (Atos 1, 10). O Reino pede a você uma ação urgente. Não há tempo a perder. Você precisa organizar a juventude e partir com ousadia, como disse o Santo Padre: “Hoje não é hora de esconder o Evangelho, mas de pregá-lo nos telhados” (homilia em Foligno, 20 de junho de 1993).
Organize os encontros, reuniões paroquiais com seus amigos jovens. Você carrega em suas mãos o tesouro da fé que vale mais do que a própria vida; a fé que é luz e fogo. Você é aquela luz que tem que brilhar nessas terras. Você é fogo que deve queimar, sal que está destinado a preservar o mundo da corrupção do mal. Vocês, jovens, são as mãos pelas quais Cristo quer curar e salvar, a boca pela qual Cristo anunciará o Evangelho ao mundo. A tocha da fé que vocês receberam dos jovens do Brasil como um tesouro inestimável chegou até vocês, através de uma corrente que remonta aos apóstolos e ao próprio Cristo.
Com esta tocha vocês podem iluminar uma, cem, milhares de pessoas. É uma corrente de salvação da qual vocês são um elo insubstituível. Se a corrente for quebrada, muitos jovens, submersos nesse vazio existencial, serão deixados na escuridão eterna.
Fonte: CNBB
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