A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), teve início no último dia 6 e segue até o dia 18 de novembro. O evento que está acontecendo no Egito reúne lideranças de todo o mundo.
O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, participa do evento representando o Papa Francisco, em seu discurso, ele renovou o apelo a abordagens integradas para enfrentar “a crise socioecológica”.Leia MaisMudanças climáticas afetam a vida no planeta
"Não podemos nos dar ao luxo de nos estruturar em blocos de países isolados e insustentáveis, temos o dever moral de prevenir e responder aos impactos humanitários causados pela mudança climática, como o crescente fenômeno dos migrantes deslocados”, enfatizou.
Ele ainda levou à cúpula internacional a ideia de que é necessário aproveitar esta oportunidade para abordar de forma séria, os quatro pilares do acordo de Paris: mitigação, adaptação, finanças e perdas e danos, pilares que o Papa considera uma “questão de equidade e de justiça”.
Esta é a primeira vez que a Santa Sé participa da Conferência das Partes (COP), como Estado Parte da Convenção e do Acordo de Paris.
O secretário de estado enfatizou o desejo do Santo Padre, em sua última viagem apostólica em Bahrein, em que ele comunicou que espera que a “COP 27 seja um passo adiante para escolhas concretas e clarividentes, pensada para as gerações mais jovens, antes que seja tarde demais e seu futuro seja comprometido”.
Parolin também lembrou o discurso do Papa em 2020, quando disse que a Santa Sé se comprometeria com a meta de emissões zero até 2050, intensificando esforços para melhorar a gestão ambiental e promovendo a educação sobre a ecologia integral.
“Medidas políticas, técnicas e operacionais não são suficientes, mas devem ser combinadas com uma abordagem educacional que promova novos estilos de vida, promovendo um modelo renovado de desenvolvimento e sustentabilidade baseado no cuidado, fraternidade e cooperação”.
Em sua carta encíclica, Laudato Si’, o Papa Francisco alerta e pede para que o mundo se atente e cuide da Casa Comum, ou seja, cuide de onde vivemos, cuide de nosso planeta.
Diante desse pedido, é necessário não somente cada um fazer sua parte como individuo, mas sim, que entidades públicas, privadas e principalmente os governos se comprometam a criar esses compromissos.
Parolin afirmou que estamos vivendo uma “crise socioecológica”, mas destacou que estamos vivendo “um momento propício para a conversão individual e coletiva e para decisões concretas que não podem mais ser adiadas”.
E alertou:
“Temos o dever moral de tomar medidas concretas para prevenir e responder aos impactos humanitários cada vez mais frequentes e graves causados pelas mudanças climáticas”, ressaltando que “os Estados não podem ignorar soluções tangíveis, inclusive nos setores da adaptação, da mitigação e da resiliência”.
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