Por Redação A12 Em Notícias Atualizada em 27 ABR 2018 - 14H32

Pastoral da Criança indica parto humanizado: entenda mais


Você sabe o que é parto humanizado e qual a importância dele para a mulher e para o bebê? O parto humanizado é aquele em que as decisões da mulher são levadas a sério, buscando ouvi-las desde o início, conhecendo os desejos e medos da futura mãe e, respeitando as pretensões da gestante para o nascimento do filho.

Sem tantas intervenções médicas, o parto humanizado busca deixar a natureza e mãe fazerem o trabalho, sempre levando em consideração a saúde da mulher e do bebê, para que todos possam vivenciar integralmente a experiência do parto natural, sem traumas e se recuperando muito mais rápido. É tornar esse momento tão lindo, o mais humano possível, com muito respeito, amor e carinho. 

A Pastoral da Criança preparou uma entrevista com a enfermeira obstetra que trabalha em Curitiba (PR), Karen Esteban sobre o assunto. Ela diz que a principal mudança em relação aos partos tradicionais é que as mulheres não precisam ir tão cedo para a maternidade. Acompanhada de alguém de sua confiança a mulher pode passar com maior serenidade pelas contrações dentro de seu próprio lar, vivenciando esse processo de forma natural, sem as pressões de um ambiente hospitalar.

A mulher "precisa de alguém de confiança dela, ela precisa de alguém que fique com ela, ela precisa se alimentar, ela precisa ter liberdade de posição, então se ela quer parir de cócoras, em pé, deitada, como ela quiser e que as informações sejam passada para ela, para ela ser a protagonista desse momento, ela precisa de todas as informações para decidir o que ela vai querer ou não". 

Leia MaisPor que muitas crianças não sabem mais rezar?Saiba como lidar com a birra das criançasSegundo a enfermeira, o parto humanizado tem como principal vantagem a responsabilidade sobre o nascimento do bebê. "É uma vantagem, pois eles vão se munir de informações de várias informações e perceber que esse momento é fisiológico, isto é, é natural e não vão se assustar com isso, vão tratar esse processo como natural. Agora, se tratando de mãe e bebê, a questão de humanização é colocar quais são os benefícios do nascimento de parto vaginal, em busca de aumentar essas taxas e diminuir o número de cesáreas". 

Existem ainda outra vantagens no parto natural para a mãe e o bebê, entre eles a facilitação da descida do leite materno, 3 vezes menos chances de ter hemorragia pós-parto, e o vínculo afetivo que se forma entre eles desde o nascimento. 

Preparação para este tipo de parto

Segundo Esteban, o mais importante é a informação. Para isso ela precisa "ir em busca e entender quais são os riscos e como vai ser esse processo de trabalho de parto. As mulheres precisam entender que o trabalho de parto é algo fisiológico, que vai haver um momento de muita dor, mas que isso vai passar e tem também, que é um momento maravilhoso, ainda mais quando o bebê é colocado no colo dela. Que ela vai sangrar, que ela pode gritar, que ela vai querer se expressar e elas podem tudo isso. Então, é muito bom que elas buscam em grupos de apoio à gestante ou grupos de apoio durante o pré-natal e profissionais que realmente vão atender as expectativas delas durante o parto". 

Medo do parto normal

Para a enfermeira, o maior mito que ficou é a questão da dor. Para ela é importante lembrar "que muito dessa dor, não foi pela questão física, mas sim uma dor de alma". Como por exemplo, quando ele tem md de ficar sozinha, dor por ter pedido um copo de água e ninguém ter dado, dor por querer alguém junto e a equipe de saúde não deixar o acompanhante entrar, dor porque alguém gritou ou brigou quando ela disse que estava com dor, são dores porque as pessoas que deviam ajudar, não acreditaram nela no momento do parto, não cuidaram da mulher como ela deveria ser cuidada. Mas isso, está mudando, esse é o objetivo do parto humanizado.

Por isso, para Esteban, o papel do acompanhante é fundamental e reduz em 70% a intensidade da dor. Essa pessoa, segundo a enfermeira tem de se preparar e entender que esse processo foi uma escolha da mulher e que ele está lá para apoiá-la e também, quando houver questões de decisão, que a mulher não consegue decidir, por estar prestando atenção no momento do nascimento, o acompanhamento está ali para decidir com ela, junto com ela, para ser uma proteção. Então, essa pessoa precisa ser positivo, entender que está lá para apoiar a mulher e ser mais forte fisicamente, ajudando-a a passar por tudo.

A presença do acompanhante é permitida por lei, quando não há esse respeito é preciso fazer a denúncia para o Ministério Público, no site do Ministério Público, o que pode ser feito de forma anônima. 

Saiba mais visitando a página da Pastoral da Criança: www.pastoraldacrianca.org.br/parto

Fonte: Pastoral da Criança.

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