Nesta tarde de outubro (22), às 12h, o Santuário Nacional recebeu 32 sacerdotes e 2 bispos da Congregação Rogacionista do Coração de Jesus, para uma Missa em ação de graças pelos 75 anos da presença do carisma na América Latina.
Quem presidiu a celebração foi Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, membro da congregação e arcebispo da Arquidiocese de Vitória (ES), e concelebrada por Dom Juarez Albino Destro, RCJ, bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre (RS).
A Congregação fundada por Santo Aníbal Maria de Francia em 1897, na Itália, é formada por religiosos, padres e irmãos, que vivem em comunidade na partilha da vida de oração, estudo e trabalho dentro do carisma do “Rogate”, que significa rogar, pedir e rezar.
Presente nos cinco continentes, a Congregação chegou na América Latina em 18 de outubro de 1950. Sua principal missão hoje é rezar pelas vocações, propagar o espírito de oração e ser bons operários na sociedade, atendendo a setores como vocacional, juventude, socioeducativo, formação, missão e paróquia.
Segundo Pe. Renan Pinheiro de Oliveira, RCJ, celebrar os 75 anos da presença rogacionista na América Latina é um grande motivo de gratidão a Deus. O sacerdote contou que ao longo desses anos puderam colher frutos de fé, serviço e testemunho do carisma:
“Vocações despertadas, comunidades evangelizadas, jovens e famílias acompanhados, pobres servidos com amor, e uma presença fiel da Congregação junto ao povo de Deus.”, disse.
Além disso, Pe. Renan afirmou que a missão da congregação permanece atual e necessária, tendo em vista que o chamado de Jesus “Rogai ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe”, continua urgente.
Por isso, é importante continuar a rezar e trabalhar pelas vocações:
“Num mundo marcado pela indiferença, pela crise de sentido e pela escassez de vocações, nossa presença é um sinal de esperança.”, completou.
Carisma missionário pelas vocações
Dom Ângelo abriu a homilia louvando a Deus e agradecendo pelas graças alcançadas pela Mãe Aparecida, em nome de todos os irmãos rogacionistas vindos de Roma e de outras partes do mundo para recordar essa data tão importante para a Congregação.
“Um carisma que vem do evangelho, rezar e trabalhar pelas vocações, levando essa necessidade e apelo a toda a Igreja e ao mundo, especialmente aos mais pequenos e pobres”, afirmou.
O arcebispo citou a memória de São João Paulo II, celebrada no mesmo dia, o santo Papa que beatificou e canonizou o fundador da congregação dos rogacionistas, Santo Aníbal Maria.
“Estamos aqui, para agradecer, louvar e pedir graças para que essa vida e missão, que nasce do evangelho em Santo Aníbal, possa continuar a serviço da Igreja e do Reino de Deus.”
Por fim, Dom Ângelo disse que o Evangelho convida todos a estarem preparados para a vinda do Senhor. O caminho para isso, segundo o arcebispo, está em viver de modo fiel e prudente a administração dos bens que Deus nos concedeu.
“Somos todos chamados à vigilância, à fidelidade que nos compromete no serviço generoso aos irmãos, na caridade.”
Em entrevista ao portal A12, o arcebispo comentou sobre esse carisma que intercede pelas vocações como inspiração a todos os cristãos nesse mês dedicado às missões:
“Hoje diríamos, não tem padres, não tem religiosos, não tem lideranças pastorais. Jesus pede que se suplique ao Pai para que envie esses trabalhadores, mais operários. Esse carisma do Rogate, é eminentemente missionário, porque Jesus chama, constata e depois envia os discípulos como missionários.”
Os membros da Congregação vieram pedir a intercessão de Nossa Senhora, justamente neste mês da solenidade da Mãe Aparecida e em contexto de Ano Jubilar, para continuarem a missão e permanecerem na esperança.
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