Por Pe. Inácio de Medeiros, C.Ss.R Em Opinião Atualizada em 21 AGO 2020 - 15H21

Covid-19: Uma luz no fim do túnel

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Todos bem sabemos da corrida mundial que está sendo realizada para desenvolver a vacina contra a Covid-19, que possa frear o vírus que continua se propagando pelo planeta num ritmo cada vez mais veloz. Enquanto as restrições aumentam para tentar neutralizar o coronavírus, a descoberta de uma vacina ou de um tratamento eficaz torna-se a grande esperança do planeta.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), num fato inédito de esforço conjunto da ciência, existem hoje 168 potenciais vacinas que estão sendo desenvolvidas, mas até agora nenhuma está pronta para a comercialização. As mais promissoras deverão ficar prontas para o início do próximo ano.

O Brasil, segundo país do mundo mais afetado pela pandemia, com mais de  3,5 milhões de contágios e quase de 120 mil mortes, aprovou na última terça-feira (18) os testes clínicos finais de mais uma vacina experimental. Hoje quatro as vacinas que estão sendo testadas em nosso país.

Diante da corrida acelerada para desenvolver o remédio, a OMS pediu aos países membros que se unam ao programa de acesso à vacina e lutem contra o chamado “nacionalismo das vacinas”, ou seja, não se pode pensar em fazer da produção e distribuição das vacinas um negócio lucrativo. O ideal seria que as patentes fossem quebradas e vários laboratórios do mundo pudessem produzir a mesma vacina.

Leia MaisCovid-19: Santo Padre diz defender vacina acessível a todos O Papa Francisco, “voz da consciência” da humanidade, afirmou que seria “triste” se as futuras vacinas fossem destinadas primeiro aos “mais ricos” e não “aos mais necessitados”.

Assim disse o Papa:

“Por um lado temos que encontrar um remédio para este vírus minúsculo, mas terrível, que colocou o mundo de joelhos. De outro, temos que sanar um vírus muito maior, o da injustiça social, da desigualdade, da marginalização e da falta de proteção aos mais frágeis”.

E já sabendo que existem vários movimentos e grupos anti-vacina espalhados pelo mundo, alguns governos já discutem se a vacinação “deva ser ou não obrigatória”.

Aqui entre nós, o Ministério da Saúde já está fazendo um cronograma de ação para quando a vacina contra a Covid-19 estiver pronta, estando já definido que as pessoas dos grupos de risco serão as primeiras a ser vacinadas. Técnicos do ministério que trabalham nesse cronograma vão ouvir especialistas, entidades e secretarias estaduais para definir os passos a serem dados. Mas será um esquema muito semelhante ao que está sendo utilizado na vacinação contra a gripe.

Nessa hora, é preciso que as questões político-partidárias sejam deixadas de lado e se pense no bem maior que é a saúde da população. Em meio a tantas notícias ruins, parece que uma luz se acende no fim do túnel.

Escrito por
Padre Inácio_3 (Juan Ribeiro / Rede Aparecida)
Pe. Inácio de Medeiros, C.Ss.R

Redentorista da Província de São Paulo, graduado em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma, já trabalha nessa área há muitos anos, tendo lecionado em diversos institutos. Atuou na área de comunicação, sendo responsável pela comunicação institucional e missionária da Província de São Paulo, atualmente é diretor da Rádio Aparecida

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