Por Redação A12 Em Opinião

Os desafios da 52ª Assembleia Geral da CNBB

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Foto de: Flávia Gabriela/Santuário Nacional

Missa de Ação de Graças pela canonização de São José de Anchieta (Foto: Flávia Gabriela)

Episcopado brasileiro está reunido em Aparecida (SP)
para 52ª Assembleia Geral da CNBB.

Iniciou no dia 30 de abril de 2014, e se encerrará no dia 09 de maio, ao meio dia, a 52ª Assembleia Geral da CNBB.

Tratou como assuntos principais a renovação das paróquias em ordem a torná-la comunidade de comunidades e voltada para a irradiação missionária, atingindo o que se chama a "conversão pastoral" das estruturas, procedimentos e agentes.

Foi aprovado o documento que se posiciona sobre a questão agrária, buscando não só agilizar como queria São João Paulo II uma autêntica reforma agrária, mas promover um novo paradigma civilizatório com respeito a integridade do planeta e a defesa dos bens comuns e públicos das águas e das florestas.

Um terceiro texto destinado a provocar uma reflexão e um debate mais aprofundado foi o dos Cristãos leigos e leigas, luz do mundo e sal da terra. Quer se assumir o legado do Concilio Vaticano II, empoderando os leigos, para resgatar a sua identidade batismal e missionária, fazendo-os protagonistas da Nova Evangelização, redefinindo espaços de comunhão e participação, consolidando na sinodalidade os CDLs ( Conselhos Diocesanos de Leigos ).

Ainda foram feitas duas declarações: uma dirigida aos trabalhadores e trabalhadoras, combatendo a precariedade e penosidade do trabalho, bem como o trabalho escravo e forçado, consequência da globalização do capital especulativo e predatório, que afastam e violentam o verdadeiro sentido do trabalho na ótica da criação e do desígnio divino.

A segunda manifestação ocupou-se das eleições 2014, oferecendo uma analise de conjuntura e critérios para emitir um voto consciente e responsável, não focalizando em primeiro lugar candidatos, mas um projeto de Nação alicerçado num desenvolvimento integral, solidário e sustentável, que supere a ciranda financeira e lucro especulativo do grande capital, para criar trabalho decente, escola de qualidade, e saúde para todos, com segurança coletiva centrada nos direitos humanos e na justiça social.

Sentimos que a Igreja está vivendo um forte momento de Kairós, respondendo as iniciativas ungidas e proféticas do Papa Francisco. Estes desafios nos lançam certamente a construção e comprometimento com uma Igreja em saída, primeirando como diz o Papa no amor e na fraternidade solidária, servidora de todos (as).

Deus seja louvado!

 

 

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

 

Dom Roberto Francisco Ferreira Paz

Bispo de Campos (RJ)

 

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