Por Redação A12 Em Opinião

Por uma ONU mais equitativa e democrática

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No dia 24 de outubro de 1948 era lançada a Carta de São Francisco (ou Carta das Nações Unidas), marco referencial da ONU que foi criada com 51 países integrantes, entre eles o Brasil. Era portadora de um facho de esperança e idealizava o surgimento de uma era de paz, concórdia e entendimento entre os povos e nações. Representava uma Assembléia mundial focalizada em buscar o bem comum, o desenvolvimento integral e a superação da miséria e da pobreza estrutural.

Era assim constituído um Foro e espaço de negociação e de diálogo para prevenir conflitos, e resolvê-los o mais rapidamente possível, instando ao desarmamento e a construção de uma cultura de paz. Muitos anos se passaram, assistimos a queda do mundo de Berlim, e foi surgindo uma ordem mundial unipolar, que foi concentrando poderio militar e econômico e ditando as cartas na ONU. Foram se justificando guerras preventivas e intervenções humanitárias, que ceifaram vidas e destruíram populações inteiras.

 

Momento da assinatura da Carta na

Conferência Internacional de São Francisco. 

Curiosamente conflitos que precisavam de mediação urgente como Ruanda e Timor Leste foram desconsiderados e deixados de lado. Torna-se necessário um reconhecimento soberano da Assembleia Geral, dando-lhe mais poder resolutivo, evitando que o Conselho de Segurança fique refém de poucas potências e defina a política mundial.

Compatibilizar a defesa dos Direitos Humanos com a Defesa dos bem públicos mundiais e a preservação da integridade do planeta.

Instituir um Tribunal e Estatuto de Justiça Climática e Proteção Ambiental em ordem a evitar a catástrofe e o despeito continuo a medidas de redução das emissões de gases poluidores e a contaminação da terra, do mar e do espaço com lixo radioativo e altamente letal. Queremos uma ONU fiel aos seus princípios inspiradores e generosos que possa garantir o futuro da família humana e de nossa Casa Comum.

Não basta afirmar: “ Guerra nunca mais”; senão criamos entre todos uma interdependência justa e equitativa, convergente e harmônica, que possa gerar um estado de paz perpetua como propunha Imanuel Kant. Que Jesus, o Príncipe da Paz, nos ajude a aperfeiçoar a ONU como instrumento de criação e gestação da civilização do amor e da solidariedade mundiais. Deus seja louvado!

 

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

 

 

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