Se pararmos pessoas na rua e perguntarmos pela “questão ecológica”, é provável que encontremos visões muito diversas. Para o cristão, fica a grande pergunta de como se posicionar ante tal questão.
O Evangelho ensina a começar pela contemplação. “O mundo é algo mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor”*.
Leia MaisPapa reforça a importância da conversão ecológica globalVocê sabe o que é e qual a importância da economia ecológica?Dom Mario chama a atenção para uma 'conversão ecológica'Ao ler com atenção o Evangelho, percebemos que Jesus “Vivia em contato permanente com a natureza e prestava-lhe uma atenção cheia de carinho e admiração.
Quando percorria os quatro cantos da sua terra, detinha-Se a contemplar a beleza semeada por seu Pai“*. Ele, o Filho, manifestou com clareza que Deus é Pai. “Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam mantimentos no paiol; no entanto, vosso Pai celeste lhes dá o alimento” (Mt 6,26).
Revela ainda mais: o Filho se encaminha a “entregar ao Pai todas as coisas ‘a fim de que Deus seja tudo em todos’ (1Cor 15,28). Assim, as criaturas deste mundo já não nos aparecem como uma realidade meramente natural, porque o Ressuscitado as envolve misteriosamente e guia para um destino de plenitude. As próprias flores do campo e as aves que Ele, admirado, contemplou com os seus olhos humanos, agora estão cheias da sua presença luminosa”*.

Partindo de tal perspectiva, destaquemos alguns pontos:
Os relatos da criação do Gênesis colocam no fundamento da existência humana o relacionamento com Deus, com o próximo e com a terra, “estas três relações vitais romperam-se não só exteriormente, mas também dentro de nós. Esta ruptura é o pecado. (…) Este fato distorceu também a natureza do mandato de «dominar» a terra (cf. Gn 1, 28) e de a «cultivar e guardar» (cf. Gn 2, 15). Como resultado, a relação originariamente harmoniosa entre o ser humano e a natureza transformou-se num conflito (cf. Gn 3, 17-19)”*.
Dada a “complexidade da crise ecológica e as suas múltiplas causas, deveremos reconhecer que as soluções não podem vir duma única maneira de interpretar e transformar a realidade”* (superando a tentação de limitar-se a soluções “técnicas”). No diálogo com o mundo não devemos ter medo de levar o que a Revelação tem a dizer (o qual exige uma formação séria para não falsificar sua mensagem).

Na linha das grandes encíclicas sociais, lembrar que “uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres”*. Em consequência, deve-se cuidar do “destino comum dos bens”**. “Não pode ser autêntico um sentimento de união íntima com os outros seres da natureza, se, ao mesmo tempo, não houver no coração ternura, compaixão e preocupação pelos seres humanos”*.
Como, onde e o que fazer são perguntas que cada um precisa resolver. O fato é que “os cristãos, em particular, advertem que a sua tarefa no seio da criação e os seus deveres em relação à natureza e ao Criador fazem parte da sua fé”***.
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