“Não há pecado ou crime que possa cancelar um homem do coração de Deus”, essa foi a reflexão que o Papa Francisco apresentou na oração mariana do Angelus deste domingo (03).
A reflexão destacou a caminhada de Jesus rumo a Jerusalém, na última etapa de sua vida terrena, e o encontro com Zaqueu, chefe dos publicanos, na cidade de Jericó.
Zaqueu era desprezado por muitos por causa de sua profissão, considerado ladrão e explorador, não tinha boa fama entre os cidadãos. Mas ao saber que Jesus iria passar, fez de tudo para vê-lo e, como era de baixa estatura, subiu em uma árvore para poder vê-lo melhor.
“Este gesto exterior, um pouco ridículo, exprime, porém, o ato interior do homem que procura colocar-se sobre a multidão para ter um contato com Jesus. O próprio Zaqueu não sabe o sentido profundo de seu gesto; não sabe por que faz isto, mas o faz; nem sequer ousa esperar que possa ser superada a distância que o separa do Senhor; conforma-se em vê-Lo somente de passagem”, disse o Papa.
Porém, quando Jesus passa perto da árvore onde está Zaqueu, o surpreende:
“Zaqueu, desça da árvore porque hoje quero jantar na sua casa”. O nome Zaqueu é um nome significativo, quer dizer ‘Deus lembra’.
Papa Francisco aprofunda sua reflexão, comentando que naquela época já existiam os “fofoqueiros”.
“E Jesus vai àquela casa de Zaqueu, suscitando as críticas de todo o povo de Jericó. Porque também naquele tempo se fofocava muito, né? E o povo dizia: ‘Mas como? Com todas as bravas pessoas que há na cidade, vai hospedar-se justamente na casa de um publicano?’ Sim, porque ele estava perdido; e Jesus diz: ‘Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão’. Na casa de Zaqueu, a partir daquele dia, entrou a alegria, entrou a paz, entrou a salvação, entrou Jesus”, exortou o Pontífice.
Com esse gesto, Jesus quer manifestar ao homem a misericórdia e amor de Deus pelos seus filhos, reflete Francisco:
“Não existe profissão ou condição social, não há pecado ou crime de qualquer gênero que possa cancelar da memória e do coração de Deus um filho sequer. ‘Deus recorda’, sempre, não esquece nenhum daqueles que criou; Ele é Pai, sempre à espera vigilante e amorosa de ver renascer no coração do filho o desejo de retornar à casa. E quando reconhece este desejo, mesmo que simplesmente manifestado, e tantas vezes quase inconsciente, imediatamente põe-se a seu lado, e com o seu perdão lhe torna mais leve o caminho da conversão e do retorno”.
O gesto de Zaqueu é um gesto de salvação: “Se você tem um peso na consciência, se você tem vergonha de tantas coisas que cometeu, pare um pouco, não se desespere, pense que Um te espera, porque nunca deixou de se lembrar de você, de pensar em você. E este é o teu Pai, é Deus, é Jesus que te espera! Suba, como fez Zaqueu; sai sobre a árvore da vontade de ser perdoado. Eu te asseguro que não te decepcionarás. Jesus é misericordioso e nunca se cansa de perdoar. Lembre-se bem, sim? Assim é Jesus”, enfatizou.
Ao concluir a oração, Papa Francisco pediu que cada cristão possa ouvir a voz de Jesus que diz:
“Hoje devo parar na tua casa; eu quero parar na tua casa e no teu coração”.
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