A «exploração do homem por parte do homem» constitui uma «chaga» e um «fenômeno abominável» que «leva a espezinhar os direitos fundamentais do outro e a aniquilar a liberdade e a dignidade». Escreve o Papa Francisco na mensagem para o dia mundial da paz de 2015 - dedicada ao tema «Já não escravos mas irmãos» - convidando a vencer a indiferença e a «realizar gestos de fraternidade em relação a quantos são mantidos em estado de escravidão».

Em particular o Pontífice lança «um urgente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade, e a quantos são testemunhas, de perto ou de longe, também nos níveis mais altos das instituições, da chaga da escravidão contemporânea», exortando-os a «não se tornarem cúmplices deste mal» e a «não desviar o olhar perante os sofrimentos dos seus irmãos e irmãs em humanidade, privados da liberdade e da dignidade».
Na mensagem Francisco enumera os numerosos aspectos da escravidão: trabalhadores sem tutela, migrantes submetidos a privações e vexações, pessoas obrigadas a prostituir-se, menores e adultos envolvidos no tráfico de seres humanos, vítimas dos grupos terroristas, analisando as suas causas e invocando um compromisso comum para contrastar um fenômeno em cuja raiz, recordou «está um conceito da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objeto».
Leia a mensagem na íntegra: “Globalizar a fraternidade, não a escravidão” pede Francisco em mensagem
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