Por Redação A12 Em Santo Padre

Na doença a "força positiva" da fé conduz a um profundo encontro com Jesus, diz Papa

O Papa Francisco anunciou ontem (15) a sua mensagem para o 24º Dia Mundial do Enfermo. A reflexão foi centrada no milagre das bodas de Caná enfatizando a intercessão de Maria e o início da missão salvífica de Jesus. O Pontífice pediu que cada instituição de saúde possa favorecer a "cultura do encontro e da paz" para superar todo tipo de "barreira e divisão".

Tradicionalmente comemorado no dia 11 de fevereiro, na memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes que é protetora dos enfermos, a próxima celebração será realizada de maneira solene na Terra Santa.

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O Santo Padre escolheu como tema para a celebração "Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: ‘Fazei o que Ele vos disser’", retirado do Evangelho de João 2, 5, para destacar a narração evangélica  das bodas de Caná, que tem relação com o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, pois em Nazaré, Jesus deu início à sua missão salvífica. 

"Nas bodas de Caná, Maria é a mulher solícita que se apercebe de um problema muito importante para os esposos: acabou o vinho, símbolo da alegria da festa. Maria dá-Se conta da dificuldade, de certa maneira assume-a e, com discrição, age sem demora. Não fica a olhar e, muito menos, se demora a fazer juízos, mas dirige-Se a Jesus e apresenta-Lhe o problema como é: 'Não têm vinho'", relata Francisco. Na sequência, Maria tem a resposta. "Jesus realiza o milagre, transformando uma grande quantidade de água em vinho, um vinho que logo se revela o melhor de toda a festa", completa.

Diante do episódio das bodas de Caná, Francisco propõe um ensinamento: "Nesta Jornada Mundial do Doente, podemos pedir a Jesus misericordioso, pela intercessão de Maria, Mãe d’Ele e nossa, que nos conceda a todos a mesma disponibilidade ao serviço dos necessitados e, concretamente, dos nossos irmãos e irmãs doentes. Por vezes, este serviço pode ser cansativo, pesado, mas tenhamos a certeza de que o Senhor não deixará de transformar o nosso esforço humano em algo de divino", frisou. 

 

"Nestas situações, a fé em Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua força positiva..."

Francisco lembrou que na doença, sobretudo quando grave, o ser humano se vê diante de uma "crise" que suscita questionamentos profundos. Nesses momentos, as pessoas podem agir com revolta, e se perguntar porque eles foram atingidos dessa maneira. "Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo está perdido, que já nada tem sentido...", refletiu o Papa. 

"Nestas situações, a fé em Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua força positiva; e não porque faça desaparecer a doença, a tribulação ou os interrogativos que daí derivam, mas porque nos dá uma chave para podermos descobrir o sentido mais profundo daquilo que estamos a viver; uma chave que nos ajuda a ver como a doença pode ser o caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus, que caminha ao nosso lado, carregando a Cruz. E esta chave é-nos entregue pela Mãe, Maria, perita deste caminho", pontuou. 

Papa Francisco destacou também o que espera com a realização desta celebração na Terra Santa, destacando os votos que formulou na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia: "Possa este Ano Jubilar, vivido na misericórdia, favorecer o encontro com [o judaísmo e o islamismo] e com as outras nobres tradições religiosas; que ele nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação" (Misericordiae Vultus, 23).

Por fim, o Papa motiva que cada instituição de saúde possa ser "sinal visível e lugar para promover a cultura do encontro e da paz, onde a experiência da doença e da tribulação, bem como a ajuda profissional e fraterna contribuam para superar qualquer barreira e divisão", assinalou. 

A Mensagem se conclui com a invocação a Maria, para que dirija seu olhar misericordioso ao homem, “especialmente nos momentos de sofrimento”. 

Leia a mensagem na íntegra.

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