Neste domingo (5) durante a oração mariana do Angelus o Papa Francisco recordou o espírito que guia a Jornada Mundial da Juventude e falou sobre o tema da liturgia dominical que evidenciava a vaidade do ter.
À multidão de peregrinos que o aguardavam na Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa lembrou que naquele dia e horário, há uma semana atrás, ele estava no Rio de Janeiro junto a milhões de jovens do mundo inteiro.
“Penso que devemos todos juntos agradecer ao Senhor pelo grande dom que foi este acontecimento para o Brasil, para a América Latina e para o mundo inteiro. Foi uma nova etapa na peregrinação dos jovens através dos continentes com a Cruz de Cristo”, disse.
O Papa recordou que as Jornadas Mundiais cultivam nos jovens um espírito missionário e não “momentos de entusiasmo com fins em si mesmo”.
“Não devemos nunca esquecer que as Jornadas Mundiais da Juventude não são ‘fogos de artifício’, momentos de entusiasmo com fins em si mesmos; são etapas de um longo caminho, iniciado em 1985, por iniciativa do Papa João Paulo II. Ele confiou aos jovens a Cruz e disse: ide, e eu irei com vocês! E assim foi”, pontuou.
O Santo Padre mencionou ainda que os jovens não seguem o Papa, mas Cristo, e agradeceu a participação dos jovens que foram mesmo “a custa de sacrifícios”.
Um agradecimento especial foi feito a todos os brasileiros, que segundo o Papa são uma “brava gente” e um “povo de grande coração”.
“Não esqueço a sua calorosa acolhida, as suas saudações, os seus olhares, tanta alegria. Um povo generoso; peço ao Senhor que os abençoe muito”, completou seu agradecimento.
Da liturgia dominical o Santo Padre destacou a mensagem de Eclesiastes: “Vaidade das vaidades… tudo é vaidade” (Ecl 1, 2). Lembrou que os jovens muitas vezes “são particularmente sensíveis ao vazio de significado e de valores que muitas vezes os circunda” e “pagam as consequências” por uma escolha mal feita.
O encontro com Jesus Cristo é que dá razão e sentido para a vida , que “enche o coração de alegria, porque o enche de vida verdadeira, de um bem profundo, que não passa e não apodrece”, afirmou.
A juventude deve enfrentar a “vaidade cotidiana” e o “veneno do vazio” e do consumismo da sociedade atual.
“Queridos irmãos e irmãs, a verdadeira riqueza é o amor de Deus compartilhado com os irmãos. Aquele amor que vem de Deus e faz com que nós compartilhemos entre nós e nos ajudemos entre nós. Quem faz esta experiência não teme a morte, e recebe a paz do coração. Confiemos esta intenção, a intenção de receber o amor de Deus e compartilhá-lo com os irmãos, à intercessão da Virgem Maria”, finalizou.
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