O Papa concluiu nesta quarta-feira (17) com a Santa Missa em Ciudad Juárez a sua 12ª Viagem Apostólica internacional que o levou ao México. Foram seis dias intensos que ficarão marcados na história desse país e do seu povo, como também do próprio Papa.
O México se transformou com a chegada do Papa. Pelas ruas de Cidade do México, de Ecatepec, pelas estradas de Chiapas, Michoacán, Chiuhauhua, Francisco recebeu o amor e o carinho de tantas pessoas que passaram horas nas calçadas para, por um momento, poder saudá-lo ou mesmo vê-lo de longe.
“Em alguns momentos senti vontade de chorar, ao ver tanta esperança em um povo tão sofrido”, disse Francisco no final da Missa em Ciudad Juárez, junto à fronteira com os EUA, agradecendo a todos os que estiveram envolvidos na organização do evento.
Depois do histórico encontro com o patriarca ortodoxo de Moscovo, Cirilo, numa breve escala em Cuba, Francisco chegou ao México para alertar, logo no seu primeiro discurso, contra a corrupção, a pobreza ou o narcotráfico.
“Em alguns momentos senti vontade de chorar, ao ver tanta esperança em um povo tão sofrido”, disse Francisco no final da Missa em Ciudad Juárez.
Um esforço no qual quis comprometer a Igreja Católica, pedindo-lhe coragem e recordando que os bispos não devem ser “príncipes”.
No Santuário de Guadalupe, o Papa cumpriu o "sonho" de rezar a sós e em silêncio diante da imagem da padroeira da América Latina.
O percurso desta primeira visita de Francisco ao México levou-o a um dos subúrbios mais violentos da capital, Ecatepec, onde junto às cerca de 400 mil pessoas exigiu respeito pela dignidade de cada pessoa e argumentou contra os “traficantes” da morte, desejando que “não haja necessidade de emigrar para sonhar”.
Um dos momentos mais emocionantes da viagem decorreu no regresso à Cidade do México, durante a passagem por um hospital pediátrico, onde o Papa abraçou crianças em tratamento oncológico, ouviu uma delas cantar e vacinou um menino para lançar uma campanha de vacinação contra a poliomielite.
Francisco viajou ao sul do país, ao Estado de Chiapas, para um momento de reconciliação com as comunidades indígenas, às quais pediu “perdão”, elogiando as suas tradições e valores.
Ainda neste Estado, no encontro com as famílias, alertou para as consequências da solidão e da precariedade, com críticas às “colonizações ideológicas”.
Na etapa em Morelia, no coração geográfico do México, cidade-símbolo dos problemas do narcotráfico: Francisco denunciou esta realidade, rejeitando uma atitude de “resignação” por parte da Igreja, antes de um encontro festivo com os jovens, a quem pediu que resistam à tentação pelos caminhos do crime e da violência.
A viagem concluiu-se em Ciudad Juárez, extremo norte do país, em um dia marcado por mensagens e gestos contra a violência e em defesa dos migrantes; da visita a uma prisão, onde criticou a falta de uma verdadeira cultura de “reabilitação” dos presos; à Missa junto à fronteira com os EUA, para recordar a “tragédia” das migrações forçadas e o tráfico de pessoas.
"São as lágrimas que podem abrir o caminho à transformação; são as lágrimas que podem abrandar o coração, são as lágrimas que podem purificar o olhar e ajudar a ver a espiral de pecado em que muitas vezes se está enredado. São as lágrimas que conseguem sensibilizar o olhar e a atitude endurecida, e sobretudo adormecida, perante o sofrimento alheio. São as lágrimas que podem gerar uma ruptura capaz de nos abrir à conversão", disse Francisco na homilia.
Papa Francisco chegou em Roma ao final da manhã desta quinta-feira (18), depois de doze horas de viagem.
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