Por Redação A12 Em Santo Padre

Papa exprime desejo de abrir "Porta Santa" do Jubileu da Misericórdia na África

Na oração do Ângelus no último domingo (1), no Vaticano, o Papa Francisco exprimiu o desejo de abrir a primeira 'Porta Santa' do Jubileu da Misericórdia na Catedral de Bangui, na República Centro Africana, durante a sua viagem apostólica ao país no fim deste mês.  

“Para manifestar a proximidade orante de toda a Igreja a esta Nação tão aflita e atormentada e exortar todos os centro-africanos a serem sempre mais testemunhas de misericórdia e de reconciliação, no domingo 29 de Novembro, tenho a intenção de abrir a Porta Santa da catedral de Bangui, durante a Viagem Apostólica que espero realizar àquela nação".  

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O Papa manifestou preocupação e solidariedade com as famílias que vivenciam uma recente escalada de violência e instabilidade com a crise política que se instaurou no país. 

“Os dolorosos episódios que nestes últimos dias apertaram a delicada situação da República Centro-Africana suscitam na minha alma viva preocupação. Faço apelo às partes para que se ponha fim a este ciclo de violências. Estou espiritualmente próximo aos padres combonianos da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Bangui, que acolhem numerosos refugiados. Exprimo a minha solidariedade à Igreja, às outras confissões religiosas e à inteira nação Centro-Africana, tão duramente provada enquanto cumprem esforços para superarem as divisões e retomarem o caminho da paz.” 

O Núncio Apostólico na República Centro-Africana, Dom Franco Coppola, falou em entrevista à Rádio Vaticano sobre o sofrimento que passam milhares de famílias nesta região. 

“São dias muito difíceis para a capital. As desordens são limitadas a dois, três bairros do capital: não são se alastraram pelo país nem por toda a cidade, mas são desordens que estão causando muitos prejuízos e obrigaram milhares de famílias a fugirem de suas casas. Estas milícias estão queimando e saqueando sistematicamente as casas de muitas pessoas, portanto, está se provocando tanto sofrimento entre a população civil, que não tem nada a ver com o conflito em curso”, disse. 

 

“A preocupação do Papa é principalmente de expressar solidariedade e, ao mesmo tempo, a preocupação pelas famílias que estão envolvidas nesta situação, e por isso mesmo em grave risco de vida. Assim, o Papa fez eco e deu voz à situação...", dom Franco. 

Dom Franco também falou sobre a declaração do Papa no último domingo: 

“A preocupação do Papa é principalmente de expressar solidariedade e, ao mesmo tempo, a preocupação pelas famílias que estão envolvidas nesta situação, e por isso mesmo em grave risco de vida. Assim, o Papa fez eco e deu voz à situação - repito - de milhares de pessoas na capital, que se sentem expostas à violência e diante da qual não têm nenhuma defesa ou proteção. Ao mesmo tempo, quis fazer chegar o seu encorajamento à paróquia de Nossa Senhora de Fátima, que ficou como uma ilha: está sendo protegida pelas forças de manutenção de paz da ONU; e agora ali estão apenas três sacerdotes, um seminarista e algumas centenas, quase 700 deslocados que se refugiaram na paróquia”. 

Ainda de acordo com dom Franco, ao redor da paróquia existem inúmeras quadrilhas que saqueiam e queimam casas, deixando as famílias em uma grave situação de insegurança, e o desejo do Papa de abrir uma Porta Santa significa um “grande privilégio” e uma “missão especial” para com o país. 

“Por isso, o Papa quis encorajar aquelas pessoas que ficaram na paróquia, para demostrar a sua proximidade, e ao mesmo tempo anunciar este evento extraordinário: o fato de dar aos centro-africanos uma oportunidade. É quase uma missão especial a de abrir o Jubileu da Misericórdia, e, portanto, de ser testemunha desta misericórdia e desta reconciliação, antes de tudo entre eles. Foi uma agradável surpresa, um presente especial que aqui, o arcebispo e toda a Igreja, receberam com grande alegria. É um grande privilégio que o Papa tenha decidido reservar essa iniciativa à Igreja centro-africana”, completou o Núncio. 

O Santo Padre irá visitar o Quênia, Uganda e República Centro-Africana de 25 a 30 de novembro próximo.

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