Ao retornar para Roma nesta segunda-feira (18) de sua viagem à Coreia do Sul, o Papa Francisco concedeu como de costume entrevista coletiva aos jornalistas que o acompanhavam no voo. Entre os assuntos conversados, a questão dos cristãos no Iraque, o diálogo da Igreja com a China, a beatificação de dom Oscar Romero e a própria visita à Coreia do Sul.
Ao ser questionado sobre a perseguição de cristãos pelo grupo fundamentalista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), o Santo Padre mencionou que a comunidade internacional deve tomar decisões para combater a violência contra as minorias religiosas. “Quando há uma agressão injusta, posso apenas dizer que é lícito travar o agressor injusto. Sublinho o verbo travar; não digo bombardear, fazer a guerra, mas travá-lo”, disse aos jornalistas. O Papa admitiu também uma possível visita ao Curdistão diante da gravidade da situação, contudo compreende que "neste momento não é a melhor coisa a fazer".
Sobre o diálogo com o povo chinês, o Pontífice esclareceu que a Santa Sé mantém abertos os contatos e revelou o desejo de fazer uma viagem à China, inclusive imediatamente.
Foi esclarecido ainda que a próxima encíclica sobre ecologia se encontra na etapa final, e diante de um tema tão complexo é preciso considerar as hipóteses científicas.
Uma última questão de importância trouxe a realidade do processo de beatificação de dom Oscar Romero, bispo de San Salvador na América Central, morto no exercício de seu ministério. O Santo Padre adiantou aos jornalistas que o processo esteve parado na Santa Sé por motivo de "prudência" mas agora segue o protocolo da Congregação para as Causas dos Santos. “Para mim, Romero é um homem de Deus, mas é preciso fazer o processo, também o Senhor deve dar o seu sinal”, avaliou.
Outros questionamentos habituais também foram tema de perguntas, como a confirmação de sua presença no Encontro Mundial de Famílias na Filadélfia nos Estados Unidos, e do seu cotidianos.
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