Por Redação A12 Em Santo Padre

Papa Francisco discursa aos voluntários da misericórdia

O Papa Francisco celebrou no sábado (03) o Jubileu dos Voluntários da Misericórdia, um momento de agradecimento e motivação aos agentes de caridade.

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“Estai sempre prontos para a solidariedade, fortes na proximidade, diligentes para despertar alegria e convincentes na consolação. O mundo precisa de sinais concretos de solidariedade, especialmente diante da tentação da indiferença”, exortou o Papa.

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Na Praça São Pedro, lotada de voluntários provenientes de todas as partes do mundo, aproximadamente 24 mil, o Papa Francisco reiterou o convite a serem agentes de misericórdia.

Em seu discurso, o Papa ateve-se ao hino do amor que o apóstolo Paulo escreveu para a comunidade de Corinto (Cor 13,1-13) definindo-o como uma das páginas mais belas e exigentes para o testemunho da nossa fé.

O apóstolo afirma que “ao contrário da fé e da esperança, o amor «jamais acabará». Este ensinamento deve ser para nós uma certeza inabalável; o amor de Deus nunca diminuirá nas nossas vidas e na história do mundo”.

Francisco definiu “é um amor que permanece para sempre jovem, ativo, dinâmico capaz de atrair para si de modo incomparável. É um amor fiel que não trai, apesar das nossas contradições. É um amor fecundo que gera e conduz para além da nossa preguiça. É desse amor que todos nós somos testemunhas”.

“Nunca me cansarei de dizer que a misericórdia de Deus não é uma ideia bonita, mas uma ação concreta”, advertiu o Santo Padre; “e mesmo a misericórdia humana não é autêntica enquanto não alcança a concretização no seu agir diário. A exortação do Apóstolo João permanece sempre válida: «Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade!» (1 Jo 3,18)”.

De fato, “a verdade da misericórdia se confirma nos nossos gestos de cada dia, que tornam visível a ação de Deus no meio de nós”, acrescentou.

Em agradecimento reforçou o significado que os voluntários representam para a Igreja.

“Irmãos e irmãs, vós representais aqui o grande e variado mundo do voluntariado. Sois justamente vós uma das realidades mais preciosas da Igreja que, muitas vezes no silêncio e escondidos, dais forma e visibilidade à misericórdia. Exprimis o desejo - entre os mais belos no coração do homem: fazer com que a pessoa que sofre se sinta amada. Em diferentes condições de carência e nas necessidades de tantas pessoas, a vossa presença é a mão de Cristo estendida que alcança a todos”.

Antes de despedir-se, quis deixar uma advertência: “Estai sempre contentes e cheios de alegria pelo vosso serviço, mas nunca fazei dele um motivo de presunção que leva a se sentir melhor do que os outros. Em vez disso, que a vossa obra de misericórdia seja a prolongação humilde e eloquente de Jesus Cristo, que continua a se curvar e cuidar daqueles que sofrem”.

O Jubileu dos Agentes de Misericórdia teve início na sexta-feira (02), o seu ponto alto no sábado com o encontro com o Santo Padre e a coroação no domingo (04) com a canonização de Madre Teresa de Calcutá, exemplo incansável de agente da Misericórdia de Deus.

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