Por Redação A12 Em Santo Padre

Papa Francisco fala aos bispos no Encontro Mundial das Famílias

O Santo Padre, o Papa Francisco, encontrou-se neste domingo (27) com os bispos participantes do Encontro Mundial das Famílias, no Seminário São Carlos Borromeu, na Filadélfia (EUA).

 

papa fala aos bispos americanos

Francisco falou aos bispos sobre como a família é a feliz confirmação da bênção de Deus à obra-prima da criação. “A família é o lugar fundamental da aliança da Igreja com a criação de Deus. Sem a família, a Igreja também não existiria: não poderia ser aquilo que deve ser, isto é, sinal e instrumento da unidade do gênero humano (cf. Lumen gentium, 1)”.

O Papa falou sobre as transformações do contexto atual, que incide sobre a cultura social – e agora também legal – dos laços familiares e que nos afeta a todos, crentes e não crentes.

“O cristão não está «imune» das mudanças do seu tempo; e este mundo concreto, com as suas múltiplas problemáticas e possibilidades, é o lugar onde temos de viver, acreditar e anunciar”.

Para descrever a situação atual, o Santo Padre fez alusão a pequenas lojas e os grandes supermercados ou centros comerciais.

“O mundo parece que se tornou um grande supermercado, onde a cultura adquiriu uma dinâmica competitiva. Já não se vende a crédito, não se pode confiar nos outros. Não há ligação pessoal, relação de vizinhança. A cultura atual parece incentivar as pessoas para entrarem na dinâmica de não se prender a nada nem a ninguém. Não confiar, nem fiar-se. É que hoje a coisa mais importante parece ser esta: correr atrás da última tendência ou atividade”.

Francisco convidou os bispos que procurem, acompanhem, ergam e curem as feridas do nosso tempo.

“Olhar a realidade com os olhos deem quem sabe que é chamado a mover-se, é chamado à conversão pastoral. O mundo atual pede-nos com insistência esta conversão. «É vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo. A alegria do Evangelho é para todo o povo, não se pode excluir ninguém» (Evangelii gaudium, 23)”.

O Santo Padre pediu que os bispo possam encorajar os jovens a formar uma família, optando pelo matrimônio:

“Como pastores, nós bispos, somos chamados a reunir as forças e a relançar o entusiasmo pelo nascimento de famílias que correspondam mais plenamente à bênção de Deus, segundo a sua vocação. Devemos investir as nossas energias não tanto para explicar uma vez e outra os defeitos da atual condição hodierna e os valores do cristianismo, como, sobretudo convidar com audácia os jovens a serem ousados na opção do matrimônio e da família”.

Francisco ainda ressaltou que o bispo tem a missão de pastorear com a oração e anúncio.

“O bom pastor renuncia a afetos familiares próprios, para destinar todas as suas forças – e a graça da sua vocação especial – à bênção evangélica dos afetos do homem e da mulher que dão vida ao desígnio da criação de Deus, a começar pelos afetos perdidos, abandonados, feridos, arrasados, humilhados e privados da sua dignidade. Esta entrega total ao amor de Deus não é, por certo, uma vocação alheia à ternura e ao bem-querer! Bastar-nos-á olhar para Jesus, para entendermos isso (cf. Mt19,12). A missão do bom pastor segundo o estilo de Deus – só Deus o pode autorizar, não a sua presunção! – imita, em tudo e para tudo, o estilo afetivo do Filho para com o Pai, que se reflete na ternura da sua entrega: em favor, e por amor, dos homens e mulheres da família humana”.

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